As pandemias e sua relação com o meio ambiente

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Uma pessoa um pouco mais “curiosa” já teria se dado conta que a conservação do Meio Ambiente está diretamente ligada a um ambiente saudável, sendo assim menos propício ao surgimento de novas doenças.

Somos afetados tanto pela degradação do meio ambiente urbano, como por exemplo na falta de saneamento básico, como num sentido mais amplo, quando nós, humanos, afetamos os ecossistemas terrestres e marinhos.

A falta de saneamento esteve ligada diretamente a Peste Negra, que dizimou quase metade da população da Europa no século XIV, assim como atualmente as novas pandemias estão ligadas ao “encontro desrespeitoso” do homem com os animais e com a natureza. Equilíbrio não é bem o forte da nossa raça. A devastação das florestas ainda acontece e logo a pesca de arrasto nos mostrará outro esgotamento.

Escrevendo essa coluna me dei conta que, pelo menos (pelo menos), desde os anos 70 o movimento ambientalista alerta para os males da destruição do Meio Ambiente, para o desequilíbrio que provocamos na Terra, e parece que isso não ecoa como deveria, embora tenhamos o apelido de eco-chatos (haha). O que bate na cara da gente é o comodismo, muitas vezes traduzido como preguiça, o paladar das pessoas e o lucro das empresas acima de qualquer sensibilidade e respeito pelos outros seres e pelo planeta que vivemos. Ainda não nos demos conta que, sim, estamos mudando o clima e a saúde do planeta com nossa ganância e egoísmo. Ou melhor, a parcela que tem lucro com essa degradação se dá conta e tem pleno conhecimento, financiando, para manter seu ritmo, pesquisas e estudos para confundir as pessoas, dizendo o contrário do que começamos a sentir, literalmente, na pele, no chamado Antropoceno.