Aumento dos combustíveis causa impacto na economia e muda hábitos dos mogianos

Moradores de Mogi das Cruzes tentam se adaptar aos constantes aumentos do álcool e da gasolina, optando por andar de transporte coletivo, de bicicleta ou mesmo caminhar até o trabalho

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A crise causada pela Covid-19 impactou diversos setores da economia, entre eles os preços de combustíveis fósseis, que são utilizados por quase todos os veículos de locomoção.

Com um aumento de 1,09% entre os meses de maio e junho de 2021, a tendência é um crescimento de preços gradual nas bombas de combustível e que se reflete no bolso do consumidor.

Durante esse período de inflação e preços altos, o transporte público acabou se tornando uma opção viável. Optando por ônibus, bicicleta e até mesmo uma caminhada para ir ao trabalho, a comerciante Joyce Elaine diz que “seus hábitos foram alterados nos últimos meses”.

Esses aumentos estão relacionados aos valores liberados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que estão em uma crescente desde o segundo semestre de 2020.

Trabalhando com seu carro, o taxista Lucas Gonzaga comenta que o reajuste não é aplicado nas bandeiras dos taxímetros, diminuindo a margem de lucro no final do mês.

“Manter o carro em bom estado, dentro das recomendações e optar por modelos mais novos com motores flex são opções viáveis para uma economia maior em períodos de crise”, frisou ele.

Os donos

Causados pelo aumento do dólar e do preço dos barris de petróleo no Exterior, os números que giram em torno da produção e distribuição dos combustíveis acabam passando por uma espécie de “efeito dominó”, impactando os donos de postos de gasolina e seus respectivos consumidores.

Anderson Carleti, que é gerente do Gran Mogi Auto posto, ressalta a dificuldade em se obter lucro devido aos altos valores que são repassados aos postos. “Os mais afetados são os postos de gasolina que não podem correr dos valores causados pelo aumento dos impostos”, completa.