Cardiologista fala da miocardite, doença apresentada por alguns vacinados contra Covid-19

Doenças foram identificadas em algumas pessoas vacinadas com imunizantes que usam RNA mensageiro, como as vacinas Pfizer/BioNTech e da Moderna

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A Anvisa alertou para o risco de inflamação cardíaca após a vacinação contra a Covid-19 com imunizantes que usam RNA mensageiro, depois do registro de casos nos EUA, principalmente em jovens, mas ressaltou que mantém a recomendação da imunização com as vacinas, uma vez que, até o momento, os benefícios superam os riscos.

O posicionamento da Anvisa se alinha com o da OMS, que afirma que os casos de miocardite e pericardite, problemas no coração, registrados em alguns vacinados contra a Covid-19, a maioria jovens, têm sido leves e responderam bem aos tratamentos convencionais, como anti-inflamatórios.

O cardiologista, dr. Cláudio Miragaia explicou ao O Novo quais são os principais sinais da miocardite em crianças: “São sintomas relacionados ao comprometimento do músculo, e dependerão da extensão da lesão. Geralmente se iniciam de 10 a 14 dias após quadro de infecção viral, e incluem perda de apetite, letargia, palidez e, às vezes, uma febre baixa. Casos graves podem evoluir para insuficiência cardíaca, arritmias e até morte.”

Já em relação a pericardite aguda, o especialista esclarece que a doença “é uma emergência médica e os sintomas geralmente são de início súbito com dor no peito, tosse persistente, desconforto respiratório, irritabilidade (choro constante nos bebês), sudorese excessiva, palidez cutânea e é comum ser precedido por um quadro gripal”. Miragaia também alerta para a falência cardíaca, que pode se desenvolver rapidamente e, por isso, é uma condição que deve ser tratada de imediato.

Miragaia também reforça seu posicionamento pró-vacina "sou um médico que defende de unhas e dentes a vacinação, independentemente do laboratório", pontuou. "Há mais casos de miocardite e pericardite em crianças que se infectaram pela Covid e não foram vacinadas, ou seja são afecções que ocorrem devido a resposta a um antígeno e não a vacina propriamente dita.", finalizou o médico.