Mogi das Cruzes entra na justiça com conjunto de medidas que questiona a instalação de uma praça de pedágio na Mogi-Dutra

Caio Cunha continua se opondo a implementação da cobrança na rodovia e diz que a “Artesp age com total falta de respeito à cidade e à sua população”

Ney Sarmento/ Prefeitura de Mogi das Cruzes

Nesta terça-feira, 18, a Prefeitura de Mogi das Cruzes afirmou que ingressará, por meio da Procuradoria-Geral do Município, com um conjunto de medidas judiciais que questionarão a proposta de instalação de uma praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra e demais obras previstas na licitação. 

O intuito é barrar o processo de implantação do pedágio a partir de problemas identificados no edital de licitação. Paralelamente, o prefeito Caio Cunha coordena um movimento de resistência que vem crescendo a cada dia e reunindo importantes lideranças políticas, empresariais e comunitárias não só de Mogi das Cruzes, mas também de outras cidades da região que podem ser afetadas pela proposta.

“Já deixei claro que este projeto absurdo não será instalado em Mogi das Cruzes. A Artesp age com total falta de respeito à cidade e à sua população, simplesmente tentando empurrar uma proposta mal elaborada e que tem a rejeição unânime de toda a cidade. Esse sentimento de aversão ao pedágio também chega a outras cidades da região, como Suzano e Arujá, que seriam diretamente prejudicadas. Isso sem falar nos outros municípios, cuja população se desloca para Mogi das Cruzes de forma rotineira. Não aceitaremos essa afronta e não permitiremos que ela aconteça”, afirma Caio Cunha.

Um ato contra o pedágio realizado na rodovia Mogi-Dutra reuniu lideranças de toda a região e demonstrou o tamanho da indignação com o projeto. Além de Caio Cunha, estiveram na manifestação o deputado federal Marco Bertaiolli, os deputados estaduais Marcos Damásio e Estevam Galvão, além dos prefeitos de Arujá, Luis Camargo, e de Ferraz de Vasconcelos, Priscila Gambale. O presidente da Câmara de Mogi das Cruzes, Otto Rezende, também marcou presença, assim como vereadores e secretários municipais.

Em comum, todos destacam os prejuízos econômicos que o pedágio traria para toda a região. Estimativas de lideranças empresariais e do comércio são de que os preços de todos os produtos podem subir em função da cobrança, uma vez que as transportadoras passam pela rodovia e irão repassar os custos para a cadeia de consumo. Da mesma forma, os investidores ficarão mais receosos em aplicar recursos na instalação ou ampliação de empresas, uma vez que o custo da cidade e do acesso será maior. Aluguéis podem subir também por conta do impacto na economia local.

Mogi das Cruzes é o polo regional do Alto Tietê e a maior cidade do Cinturão Verde do Estado de São Paulo. Diariamente, centenas de produtores rurais passam pela rodovia Mogi-Dutra para levar hortaliças, frutas e flores para abastecer a Ceagesp e, portanto, todo o território paulista e até mesmo outros estados brasileiros. Além disso, a cidade possui o distrito do Taboão, última área em toda a Grande São Paulo com áreas disponíveis para a instalação de grandes empresas. Toda essa cadeia produtiva seria diretamente afetada pelo pedágio.