Custo médio da cesta básica sofre aumento, diz Dieese

Em SP, preço da cesta básica chegou a R$ 693,79, quase 60% salário mínimo

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Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), feito em outubro, apontou que o custo da cesta básica aumentou em 16 das 17 capitais do País. A alta nos valores deve-se, principalmente, em razão do aumento do preço do conjunto de alimentos básicos entre 2020 e 2021.

Na capital paulista, a segunda mais cara do ranking, foi registrado o preço de R$693,79. Esse valor representa, aproximadamente, 59,6% do salário mínimo. Em 2021, o maior responsável pelo impacto no preço da cesta foi o reajuste que os preços dos alimentos sofreram.

De acordo com uma pesquisa do Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais (Nupes), órgão da Universidade de Taubaté (Unitau), 18 alimentos, com os maiores reajustes entre janeiro e outubro, acumulam 321% de aumento na cesta básica. 

Entre os vegetais, a abobrinha é a recordista, com uma alta de 110% registrada em 2021, seguida pela cenoura, que teve 28% de aumento. A batata ficou 19% mais cara, já o preço da cebola cresceu 17,56%, a mandioca 14% e o alho, 8,64%.

O tomate, este ano, ficou no topo da tabela dos alimentos mais caros, alcançando um aumento de 20,75%. 

Os produtos de origem animal, como o frango e a carne, tiveram uma alta de 13% e 11,28%. Os ovos, que são uma alternativa para o consumo de proteína, subiram 4,24%, e o leite em caixa 5,34%, enquanto que o preço de seus derivados, como os queijos, subiram 6,38%. O preço do açúcar aumentou 8,8%, a farinha de trigo 4,86% e o pão francês, 4,68%.

Impacto

O consumo das famílias teve queda de 1,13% em setembro na comparação com o mesmo mês de 2020, segundo levantamento divulgado nesta sexta-feira (12) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado dos nove primeiros meses do ano, entretanto, o Índice Nacional de Consumo nos Lares Brasileiros registrou alta de 3,13%.

Segundo o vice-presidente Administrativo e Institucional da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Marcio Milan, apesar da queda no mês, a entidade mantém a previsão de crescimento no índice de 4,5% em 2021 devido aos bons resultados da imunização contra a Covid-19. “A vacinação hoje está bastante avançada. A economia praticamente destravada nos seus negócios”, ressaltou.