Pesquisa revela que adolescentes pioraram a alimentação durante a pandemia

Estudo foi realizado com mais de 9 mil adolescentes de diferentes gêneros e idade entre 12 e 17 anos

Sesc

Nesta semana foi divulgada uma pesquisa sobre os efeitos da Covid-19 sobre os adolescentes brasileiros. Realizada pela Unicamp, a Fundação Oswaldo Cruz e a Universidade Federal de Minas Gerais, o estudo entrevistou 9.470 adolescentes com idade entre 12 e 17 anos.

De acordo com os dados, o percentual de adolescentes que tiveram diagnóstico de Covid-19 foi de 3,9%, e dentre os mais de 9 mil entrevistados, a maioria (71,5%) aderiu às medidas de restrição social, com 25,9% em restrição completa e 45,6%, em restrição intensa, saindo só para supermercados, farmácias ou casa de familiares.

No total da amostra, 30% achou que a saúde piorou durante a pandemia. Diferenças foram encontradas por sexo e faixa de idade, com as meninas relatando maior proporção de piora do estado de saúde (33,8%) do que os meninos (25,8%), e os adolescentes mais velhos (37,0%) do que os mais novos (26,4%).

A pesquisa também revela que o consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou durante a pandemia: 4% para pratos congelados e 4% para os chocolates e doces. Já o padrão de consumo de alimentos saudáveis, tais como frutas e hortaliças, foi similar antes e durante a pandemia.

“Chama a atenção que mais de 40% não praticaram atividade física por 60 minutos em nenhum dia da semana durante a pandemia. O percentual de jovens que não faziam 60 minutos de atividade física em nenhum dia da semana antes da pandemia era de 20,9% e passou a ser de 43,4%”, alerta a pesquisadora da Unicamp.