‘Movimento Pedágio Não’ reuniu população, representantes do comércio e forças políticas neste sábado

Líderes acreditam que a união das forças políticas, jurídicas e da comunidade são fatores essenciais e decisivos na luta contra a instalação de uma praça de pedágio na Mogi-Dutra

Júlia Andrade/O Novo

Mais uma manifestação do movimento ‘Pedágio Não’ aconteceu em Mogi das Cruzes. Assim como em encontros anteriores, neste sábado (31) os protestantes se encontraram no posto de combustível Itamaraty, na área do trevo da Mogi-Dutra. Representantes de diversos setores e figuras políticas estiveram presentes na manifestação.

O movimento foi criado após o anúncio da instalação de uma praça de pedágio na Rodovia Mogi-Dutra (SP-88) por parte da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em 2019. Desde então, a cidade tem unido forças para barrar a inserção da cobrança no município, o que dividiria bairros da área central e outros espaços de Mogi.

Para o líder do movimento, Paulo Boccuzzi, nessa batalha existem três forças, a política, jurídica e a população, e segundo ele, com as três juntas há chances de vencer. “Hoje a gente cumpre com o terceiro pilar dessa nossa luta que é a força popular. É a mobilização da população de Mogi das Cruzes mostrando o seu recado para o Governo do Estado de São Paulo”, apontou Boccuzzi.

A moradora do Jardim Aracy, Vitoria Martins, acompanhou a manifestação e assim como outros moradores discorda da instalação da cobrança na rodovia. Vitória ainda conta que a inserção seria maléfica a ela que precisa habitualmente ir a casa de sua sogra, em Caraguatatuba, para levar medicamentos e com essa medida teria que pagar mais uma taxa para se deslocar. 

Júlia Andrade/O Novo - Um trecho da via foi interditado para indicar a manifestação

O vereador pelo Partido Social Democrático (PSD), Milton Lins, o Bi Gêmeos, também estava presente na mobilização e afirmou estar esperançoso com uma possível vitória da cidade “Desde o início estou confiante nesta vitória, e a proposta de dividir a cidade nunca foi cabível, o município nunca iria aceitar”.

Quem também deu forças ao movimento foi a vice-prefeita, Priscila Yamagami, que afirma que a inserção da praça na Mogi-Dutra “não faz sentido” e traz diversos malefícios à cidade tanto no aspecto de desenvolvimento quanto na economia. Junto à representante do executivo, estava o prefeito da cidade, Caio Cunha, que junto aos manifestantes reforçou seu posicionamento contra a medida da Artesp.

A parlamentar Malu Fernandes (SDD), assim como Boccuzzi, enxerga três viés para vencer a luta contra a cobrança na rodovia, que consiste na representação política, jurídica e social, que é a população. “Com essas três ações andando juntas a gente vai conseguir um bom resultado e eu espero que realmente a gente consiga para combater essa ideia de instalar um pedágio”, finalizou a vereadora.

Representantes do comércio como Fádua Sleiman (Associação Comercial de Mogi das Cruzes) e Valterli Martinez (Sincomércio) se manifestaram durante o encontro, apontando os prejuízos que a ação causaria ao comércio regional. Os vereadores Eduardo Ota (PODE), Inês Paz (PSOL), Maurinho do Despachante (PSDB), JohnRoss (Pode) e Marcos Furlan (DEM) também estiveram presentes na mobilização.