Demolição de construções irregulares no Jardim Aeroporto III repercutem em Mogi das Cruzes

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes informa que as casas estavam em processo irregular de construção

Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes

Na última quinta-feira, dia 11, foram realizadas demolições de seis imóveis no Jardim Aeroporto III, em Mogi das Cruzes, o que causou repercussão negativa devido a ocupantes do local, que acabaram sendo despejados.

Segundo um comunicado oficial da Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes, as casas estavam em processo irregular de construção, e “não havia famílias ocupando as edificações, que ainda não estavam concluídas. Trata-se de área pública de proteção permanente (APP) onde, por lei, edificações não são permitidas (inclusive há um processo administrativo em tramitação pela Secretaria de Verde e Meio Ambiente, relativo à área e às ocupações irregulares)”, afirmam.

A ação fez parte do grupo de trabalho de combate a invasões, composto por diversos órgãos, como Ministério Público, Polícia Militar, Guarda Municipal e Secretarias Municipais. O secretário de Assuntos Jurídicos e Habitação, Sylvio Alkimin, juntamente com sua equipe, acompanhou toda a iniciativa e explicou a situação, que já era de conhecimento da comunidade.

O executivo ainda destaca que as ocupações irregulares impedem o andamento de processos de regularização fundiária que a Prefeitura está desenvolvendo em vários pontos do município, como o Jardim Aeroporto III, em uma área vizinha onde aproximadamente 1000 famílias serão beneficiadas. Portanto, novas construções são um sério empecilho para esse processo.

Em contrapartida, diversas pessoas se manifestaram nas redes sociais sobre o assunto, inclusive o ex-vereador Rodrigo Valverde, que esteve no local e em entrevista ao Jornal O Novo explica: “mais um caso para dificultar ainda mais a vida das pessoas, as que estão em condições vulneráveis, como se não bastasse a pandemia, o desemprego e as dores, ainda tem mais essa situação. Falta para a Prefeitura mais organização, não só da nova gestão, pois isso aí é um problema histórico de Mogi, e a nova gestão está herdando esses problemas”.

Valverde também nos disse que quem paga o preço por essa falta de investimento e da falta de planejamento é a população, que não conhece as regras imobiliárias e as legislações. “Lamentamos a situação e esperamos que esse exemplo negativo sirva e dê condições para a Prefeitura se organizar e evitar outras situações como a que aconteceu”, finaliza.