População se posiciona sobre a obrigatoriedade da vacinação 

Enquanto uns acreditam que exigir a imunização não é correto, outros defendem que essa é a melhor maneira de conscientizar e promover a segurança

Cidades como São Paulo e Suzano já aderiram ao passaporte de vacinação / Foto: Vitoria Mikaelli

Desde que a vacinação avançou no Estado de São Paulo, muito se tem discutido sobre a obrigatoriedade da imunização. No início de setembro, a capital paulista anunciou o chamado ‘‘passaporte da vacina’’, que passou a ser exigido em eventos de grande porte como feiras, shows, congressos e jogos com público superior a 500 pessoas. 

Não demorou muito para que outras cidades da região adotassem a medida. Suzano, por exemplo, aderiu à ação com o intuito de, segundo a administração municipal, dar maior segurança à população, além de estimular a imunização de quem ainda não tomou a vacina da Covid-19. 

Já em Mogi das Cruzes, o prefeito Caio Cunha disse que, embora já tenha sido adotada por outras prefeituras, essa é uma medida delicada e ainda está sendo estudada. “Tudo o que é obrigatório acaba sendo muito pesado, ditatorial. A gente quer fazer mais na base da consciência e também ter alguns benefícios em relação a isso”, afirmou, dando exemplos de empresas que oferecem promoções a vacinados, em vez de obrigá-los a se imunizar. 

Com o objetivo de entender o posicionamento da população sobre a medida, O Novo realizou uma enquete nas redes sociais, questionando se os leitores eram a favor ou contra a medida. No total, foram 65 interações, sendo que 88% dos votantes defendiam a vacinação obrigatória contra 12% que se colocaram contra. 

Para a jornalista Jana Ozorio, que mora em Milão, obrigar a vacinação não é a melhor opção. "Ninguém pode obrigar uma pessoa a fazer algo que não queira. Aqui na Itália, por exemplo, há pessoas, como médicos e até estudantes, que não querem se vacinar. Obrigar é pior”, analisou ela. A jornalista contou, ainda, que, no país, as pessoas que recusam a imunização não recebem o “green pass”, uma espécie de passaporte e, sem ele, não é possível ter acesso a museus, parques, academias, restaurantes etc. 

Já a leitora do O Novo, Agata Ribeiro, acredita que exigir a imunização é de extrema importância: “Sou a favor, para que haja uma forte conscientização da população em prol do coletivo. Acredito que, assim como para outras vacinas, temos que estar com a caderneta de vacinação em ordem para o bem coletivo, pois a vacina contra a Covid não é diferente”, concluiu. 

Vacinação

Mogi das Cruzes já vacinou 324.961 munícipes com primeiras doses ou doses únicas. Nesta semana, a cidade deu início à imunização de idosos com a terceira dose da vacina. Até a noite de sexta-feira, sete pessoas receberam a dose de reforço na cidade.

Em Guararema, foram aplicadas 26.004 doses de vacina, entre primeiras e únicas doses. O município também aplicou 59 doses de reforço. A cidade dará continuidade na campanha de imunização e, neste sábado (11), realiza a 5ª edição do Dia D da Vacinação Contra a Covid-19.