Governo chinês pune oficiais por não controlarem variante Delta

Surto da variante que se desenvolve no país asiático foi causa da punição de dezenas de funcionários governamentais acusados de negligência

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Após apurações, governo Chinês puniu mais de 40 autoridades por não conseguirem controlar o surto da variante Delta enquanto autoridades de saúde lutam para conter o pior ressurgimento de COVID-19 que o país viu desde o último ano.

As autoridades do governo chinês se apressaram em impor bloqueios rígidos, testes em massa, quarentena extensa e restrições de viagem - um manual estrito que já havia sido usado para eliminar surtos esporádicos de maneira prática.

Essas medidas foram implantadas em uma escala e intensidade nunca vistas no país desde o surto inicial no início de 2020. Os funcionários que não implementaram as medidas de forma rápida ou completa estão agora enfrentando ações disciplinares após o desenvolvimento de casos da variante Delta.

Em todo o país, pelo menos 47 funcionários, desde chefes de governos locais, comissões de saúde, hospitais e aeroportos, foram punidos por negligência, de acordo com declarações oficiais e relatórios da mídia estatal chinesa.

Em Nanjing, capital da província de Jiangsu, 15 funcionários foram responsabilizados por permitir que infecções se propagassem no Aeroporto Internacional de Nanjing Lukou, de acordo com um comunicado da Comissão Central de Inspeção Disciplinar do Partido Comunista (CCDI).

O aeroporto é onde acredita-se que o surto tenha começado pela primeira vez, com nove funcionários da limpeza infectados em 20 de julho, descoberta feita durante testes de coronavírus de rotina. As autoridades vincularam o cluster a um voo da Rússia que chegou em 10 de julho.

Três funcionários do aeroporto estão sendo investigados pelas autoridades disciplinares e outros dois foram detidos. Alguns, incluindo o vice-prefeito de Nanjing, receberam penalidades que variam de suspensão a severas advertências, de acordo com o comunicado.

Nas últimas semanas, alguns especialistas em saúde pública no país pediram uma mudança de abordagem da situação, sugerindo que o país aprendesse a coexistir com o coronavírus em linha com outros países com taxas de vacinação relativamente altas, o que está sendo analisado e discutido pelas autoridades chinesas.