Entenda como são distribuídas as vacinas contra Covid-19 em Guararema e Mogi das Cruzes

Em Guararema não foi contabilizada grande quantidade de munícipes que não tomaram a segunda dose

Prefeitura Municipal de Guararema

Com notícias sobre a falta de vacinas contra Covid-19, a ampliação dos grupos prioritários e o total de 1.5 milhão de brasileiros que não tomaram a segunda dose do imunizante- dados do Ministério da Saúde no mês de abril de 2021- muitas pessoas questionam como as cidades se organizam e o que levam em conta para definir os públicos-alvo. Por isso, O Novo conversou com administrações municipais a fim de esclarecer os fatos.

De acordo com a Prefeitura de Guararema, a cidade segue a grade enviada pelo Grupo de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, se atentando as seguintes informações: tipo de dose; marca/laboratório; grupo prioritário/faixa etária; número de doses destinado a este grupo prioritário e/ou faixa etária.

Na cidade não foi contabilizada grande quantidade de munícipes que não tomaram a segunda dose: “há alguns casos de pessoas que não foram no prazo por estarem com sintomas da Covid-19 no período da segunda dose, ou outros motivos como internação, e com isso, procuram após prazo da data agendada”, informa a Saúde de Guararema.

Em Mogi das Cruzes também são seguidas as diretrizes do Governo Estadual e Federal, sendo assim, a distribuição é feita de acordo com números e lotes enviados, em conformidade com os públicos-alvo.

O município ainda destaca que é difícil estimar o número de cidadãos que não tomaram a segunda dose por conta de oscilações no sistema, nos lançamentos e também nas diferenças de prazos indicados de acordo com o fabricante da vacina. “No início do mês, Mogi das Cruzes identificou cerca de 1,4 mil cadastros que, de acordo com os prazos, estariam pendentes da segunda dose. Foi feita uma força tarefa de contato com essas pessoas para reforçar a informação sobre aplicação da segunda dose”, explica a prefeitura da cidade.

Sobre o assunto, na segunda-feira, dia 17, o Governo Federal salientou em comunicado que “a estratégia de distribuição é revisada semanalmente em reuniões entre União, estados e municípios, observando as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios. O objetivo é garantir a cobertura do esquema vacinal no tempo recomendado de cada imunizante: quatro semanas para a vacina do Butantan e 12 semanas para a da Fiocruz e da Pfizer”.