Com queda no número de internações, Mogi muda apresentação de dados

Mesmo a diminuição nas internações pela Covid-19, o município alerta para os cuidados contra a doença

Agência Brasil

Em função da queda no número de internações, a Secretaria Municipal de Saúde de Mogi modificou a forma de apresentação da ocupação Covid-19. Com a maioria das alas exclusivas já desmobilizadas pelos hospitais, o município passa a mostrar o total de pacientes internados para tratamento contra o novo coronavírus. 

Os dados são da soma de leitos existentes em Mogi das Cruzes – públicos e privados – e se referem a internações em alas exclusivas ou não, conforme a disponibilização de cada hospital. Diariamente, os números são atualizados pela Vigilância Epidemiológica com base em registros oficiais do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e Boletim Covid-19.

Até a última sexta-feira, haviam 108 pacientes Covid internados, sendo 58 em enfermaria e 50 em Unidades de Terapia Intensiva. Deste total, 43 – 31 UTI e 12 enfermaria – estavam internados no Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, que continua como referência para casos do novo coronavírus, garantindo todo suporte necessário aos pacientes em busca de atendimento ou internação.

“Estamos monitorando essas mudanças e trabalhando em conjunto para a retomada de atendimento às outras comorbidades”, explica a secretária municipal de Saúde, Andréia Godoi. 

A tendência, segundo ela, é que os pacientes da Covid-19 sejam tratados com os mesmos cuidados de outras doenças infectocontagiosas, como meningite ou tuberculose, dentro das unidades hospitalares. Se houver necessidade, os equipamentos serão acionados para reativação de acordo com as demandas.

No entanto, é importante lembrar que mesmo com avanço na vacinação e queda nas internações, o uso da máscara continua obrigatório e está mantida a recomendação para evitar aglomerações. Outro cuidado é com a lavagem frequente das mãos ou uso de álcool gel. "As pessoas não devem se descuidar, é preciso usar a máscara adequada e manejar seu risco individual porque o vírus ainda existe e é perigoso”, explica Andréia.