Veja o que pode e o que não pode funcionar na fase crítica decretada em Mogi das Cruzes; Condemat também busca mais restrições

Maior mudança entre a fase emergencial e a fase crítica é a circulação de munícipes nas ruas, que só podem sair em casos essenciais

O Novo

A partir da segunda-feira, dia 22, Mogi das Cruzes mudará da fase emergencial para a crítica, na qual novas restrições serão aplicadas na cidade, como uma menor circulação de munícipes nas ruas e o funcionamento de entregas via drive thru, que só será permitido para atividades essenciais, como o setor de farmácia e alimentação. O decreto é válido até o dia 31 de março.

A aplicação da fase crítica se dá em função do agravamento da situação pandêmica e, principalmente, por causa das taxas de ocupação de leitos da cidade, que nas UTIs está em 100% há cerca de oito dias.

“A situação é ruim e a tendência é de piora. Por isso, achamos por bem solicitar ao prefeito que endurecesse as medidas”, destacou o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, em coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, dia 19.

 

O que muda

As restrições da fase crítica são referentes à circulação de pessoas, ao funcionamento de serviços essenciais, à realização de drive thrus e à utilização de espaços públicos.

 

Desta forma, são permitidos entre 22 e 31 de março, os seguintes serviços essenciais:

  • Saúde: hospitais, clinicas, farmácias, óticas, lavanderias, serviços de limpeza, pet shop e clínicas veterinárias;
  • Abastecimento/ transporte: transportes para pessoas (coletivo e individual, estacionamentos e locação de veículos), transporte de produtos, setor de produção agropecuária e industrial, transportadoras, postos de combustíveis, oficinas de veículos automotores, estabelecimentos comerciais de peças e acessórios para veículos;
  • Alimentação: supermercados, mercados e semelhantes, comercialização de suplementos alimentares, mercado municipal, feiras livres, padarias, restaurantes e lanchonetes (sendo que os dois últimos podem funcionar somente por meio de delivery e drive thru);
  • Segurança privada;
  • Comunicação: meios de comunicação social desenvolvidos por empresas jornalísticas, radiodifusão sonora e de imagens;
  • Atividades e serviços essenciais da Administração Pública, Estadual e Federal.

 

Ainda entre os 22 e 31 de março, está proibido:

  • Consumo de bebidas alcóolicas em locais públicos;
  • Realização de atividades religiosas coletivas;
  • Eventos esportivos de qualquer espécie;
  • Atendimento presencial ou de “take away” (pegue e leve) em bares, restaurantes, shoppings, galerias, comércio varejista e lojas de construção;
  • Restrição de circulação de pessoas (só será permitida a circulação de pessoas que comprovem estar realizando atividade essencial, como ir ao supermercado, farmácia, trabalho ou unidade de saúde);
  • Concentração de pessoas em locais públicos como parques e praças;
  • Atividades administrativas internas e de modo presencial.

 

Medidas restritivas na região

Além de Mogi das Cruzes, o consórcio de prefeitos do Alto Tietê (Condemat) também visa a adoção de medidas mais restritivas em toda a Região Metropolitana do Estado de São Paulo. O argumento é que o endurecimento das regras só será eficiente se for adotado em toda a região, levando em consideração a circulação do transporte público comum, em especial o sistema estadual de trens e ônibus que interliga as cidades e que tem sido alvo de reclamações por conta da dificuldade de manter o distanciamento social.

Para que novas medidas restritivas sejam adotadas, o Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê participará no domingo, dia 21, de reunião virtual com o governador do Estado de São Paulo, João Doria.

Até o momento, os prefeitos ainda discutem a possibilidade de antecipar feriados municipais e pontos facultativos.