As três internets e o fim do monopólio

Com a evolução da internet e dos meios digitais, tem sido discutido cada vez mais sobre como essas mídias interferem nas nossas vidas

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Na coluna publicada em 03 de dezembro por Moisés Naím no jornal Estadão e artigo de opinião veículado em 15 de outubro de 2018 no The New York Times, é abordado sobre as três vertentes da internet. De acordo com o especialista, a internet gratuita e não governamental, não existe mais, já que mais de 40% da população mundial está vivendo em países onde a internet é controlada por autoridades maiores. Como na China, onde o governo impede  o acesso às mídias sociais como Facebook, Instagram, Twitter e vários outros. Assim como na China, na Índia, no Irã, na Rússia e em muitos outros países o governo também bloqueia e censura certos conteúdos.


As grandes empresas como Amazon, Google, Microsoft e Facebook atualmente concentram um grande poder no mundo da internet, também não são descentralizadas e possuem um grande poder de influenciar aqueles que a consomem. O fato é que todas essas empresas não são grátis como pensamos, pois, pagamos com todas as informações que eles possuem sobre nós.


Há ainda uma segunda vertente da internet, a americana. Na visão do especialista, a internet americana é anárquica, inovadora e com tendências monopolistas, pois ela visa investir na tecnologia e na praticidade. Em contraponto a isso, a internet americana nos oferece todos esses serviços de forma gratuita em troca de nossos dados. Além disso, ela traz a tona o uso de pessoas mal intencionadas que aproveitam dessa tecnologia para afetar assuntos específicos.


A terceira vertente da internet, que é a Europa. A internet europeia procura ser mais regulada, proteger seus usuários, enfrentar seus monopólios e os valores democráticos. No ano de 2018, a UE adotou um Acordo Geral de Proteção de Dados, que visa cuidar do armazenamento e gestão de dados sociais. O acordo só reforça que a defesa a proteção dos dados dos usuários é algo essencial.


Portanto, atualmente o mundo se encontra em uma situação em que temos três internets e que disputam para a sua soberania. A China defendendo seu tamanho e regime autocrático, os EUA buscando a inovação da tecnologia e a praticidade e a Europa em sua influência, com o objetivo de sempre defender a proteção de dados e valores democráticos. Vencerá quem tiver a melhor inteligência artificial e essa revolução está apenas no começo.