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Guararema

Comerciantes Guararemenses falam sobre adaptação e a retomada econômica na pandemia

O Jornal O Novo conversou com seis empreendedores da cidade para saber como foi o processo de reabertura de seus estabelecimentos

Ana Luiza Moreira

Publicado

há 4 anos

em

Comerciantes Guararemenses falam sobre adaptação e a retomada econômica na pandemia

Reprodução

O Jornal O Novo conversou com seis empreendedores da cidade para saber como foi o processo de reabertura de seus estabelecimentos

Com a imposição de quarentena, implementada em março de 2020 para evitar uma maior disseminação e o agravamento da pandemia de Covid-19 nos municípios brasileiros, os comércios tiveram que passar por mudanças em suas formas de funcionamento. Muitos, permaneceram fechados por meses, podendo reabrir aos poucos com a flexibilização comercial liberada recentemente pelo Estado de São Paulo e outra parcela foi obrigada a se adaptar ao mercado digital, tendo que investir em publicidade nas redes sociais, vendas por drive thru e na disponibilização de serviços de entrega delivery.
Tempo se passou desde então, fazendo com que os estabelecimentos se acostumassem com uma rotina em que é obrigatório o uso de máscaras de proteção, distanciamento social, a evidenciação das placas de conscientização sobre a importância do uso de álcool em gel 70% e, infelizmente, uma grande redução do número de clientes.
Nesta edição especial celebrando o aniversário de Guararema e mostrando a forma como a cidade tem lidado com a pandemia, o jornal O Novo conversou com alguns desses comerciantes e empreendedores que moram na cidade para saber como foi passar por todo esse processo de readaptação e quais são as expectativas deles para a retomada da normalidade. Confira o que falaram os empreendedores guararemenses:


Sandra Prado
A empresária Sandra Prado, dona de um salão de beleza Guararema afirma que a pandemia foi complicada para todos, em especial para sua área, que não é considerada uma das essenciais e acabou sendo obrigada a fechar já no começo da pandemia, voltando a funcionar meses depois.
De acordo com o Estado de São Paulo, algumas das regras impostas para a abertura dos salões de beleza são: 40% da capacidade máxima enquanto a cidade estiver na classificação amarela; espaço de dois metros entre as mesas; o atendimento de grupos de no máximo até seis pessoas; uso de luvas para os funcionários que precisam ter contato direto com os clientes; e para o corte, o cabelo dos clientes deve ser lavado antes do serviço.
Sobre a retomada de seu estabelecimento, Sandra explica: “não foi nada fácil, agora as clientes estão voltando aos poucos, mas ainda não está tudo normal. Acredito que venha uma melhora perto do Natal, nessa época acreditamos que melhore um pouco mais”.
 “Acredito que venha uma melhora perto do Natal”


Rafael Alves
O músico e empresário Rafael Alves explica que quando surgiu algo de tamanha magnitude, veio a surpresa e o desespero por conta de ser uma situação que ele não esperava, mas que mesmo assim, depois do susto, foi necessário se adequar e se inserir em um mercado em que antes, as pessoas não tinham tanta habilidade. Rafael enfatiza que tentou considerar desde o início da quarentena, a possibilidade do trabalho virtual se tornar o nosso primeiro plano, e o trabalho presencial se tornar secundário: “como exemplo, posso citar o curso online de violão e as aulas virtuais de violão, que me forçaram a me adequar ao mercado digital”. 
O Instituto de Educação Musical tem sobrevivido de alunos que preferiram ingressar nas aulas online, e tem trabalhado na divulgação de seus produtos: "que hoje em dia são o curso de violão, as aulas virtuais de violão e, com muita cautela e todos os cuidados, o atendimento de alguns alunos presencialmente”, afirma o empresário.
 “As aulas de violão me forçaram a me adequar ao mercado digital”


Dráusio Marcondes e Aline Mori
Os empresários Dráusio Marcondes e Aline Mori, da FIT Sports Assessoria Esportiva, explicam que de início se sentiram preocupados, em especial porque seu negócio é completamente focado em pessoas, com atividades feitas em grupo, como corrida e ginástica laboral em empresas. Para se adequar, foi necessário muita criatividade, sendo desenvolvidas atividades por meio de transmissões de vídeo e algumas poucas com distanciamento social.
“No tênis a galera abraçou de uma forma... Sempre tive muito aluno de tênis e o pessoal que já estava permaneceu, porque realmente precisavam, com toda a tensão do momento, fazer alguma atividade física e essa é uma atividade segura” afirma Dráusio. Todo o sucesso veio também por causa de uma forte divulgação, que fez o esporte praticado em campo aberto ser ainda mais requisitado na FIT Sports.
“Nós sempre tivemos uma fé muito grande em Deus, minha esposa e eu, e nós sabíamos que Deus não nos desampararia”, finaliza Dráusio.
 “Nós sabíamos que Deus não nos desampararia”


Valterli Martinez
Para Valterli Martinez, presidente do Sincomércio de Mogi das Cruzes e Região do Alto Tietê, os comerciantes tiveram que se superar na pandemia usando a criatividade e com o apoio das Prefeituras Municipais, que disponibilizaram cursos e programas de apoio aos empreendedores. “Os comerciantes tiveram seus planos interrompidos pela pandemia, alguns ficaram mais de três meses de portas fechadas, trabalhando com vendas online e tudo, eles tiveram que se reinventar e criar novas ferramentas de venda”, explica.
O presidente ainda enfatiza que no momento de crise o uso do WhatsApp e demais redes sociais como Facebook e Instagram foi o que impediu muitos empreendedores de falirem, já que as redes podem ser usadas para as vendas: “principalmente os comércios não essenciais, esses que foram os mais prejudicados pela pandemia, quando viram que podiam vender online, que tinham pessoas que ainda queriam consumir mas não sabiam como, isso os deu um refresco”.

“Os comerciantes tiveram seus planos interrompidos pela pandemia”

 

 


Rose Murakami
A dona da Ferragens Pérola do Vale, Rose Murakami, afirma que depois de tantos meses convivendo com as mudanças rigorosas exigidas diante do cenário da pandemia, está se otimizando a rotina para que essas medidas necessárias se tornem naturais: “o risco ainda é iminente e a saúde da equipe e dos clientes será sempre a prioridade”, explica ela.
Em relação ao movimento, a empresária fala que não teve uma queda tão grande como era projetado. “Como nossa loja é repleta de itens indispensáveis para reparos residenciais, o volume de vendas não foi um problema tão grave, já que as pessoas acabam passando mais tempo em suas casas e utilizam essa ‘folga’ para deixar a casa em ordem”, Rose enfatiza.
Apesar da flexibilização, que permitiu a reabertura dos comércios, ela finaliza dizendo que: “é indispensável manter os novos hábitos e cuidados até que o cenário esteja favorável e poderemos, enfim, reabrir totalmente a loja como pedem a maioria dos clientes”.
 “A saúde da equipe e dos clientes será sempre a prioridade”


Paula Ferreira
De acordo com a dona das lojas Aqui Tem de Guararema, Paula dos Santos Ferreira, a flexibilização de processos internos tem ajudado muito seu estabelecimento: “ainda estamos em pandemia, porém acabamos passando por esse período acompanhando todas as mudanças de horário e regras de higiene”.
Ela ainda afirma que o principal nesta época de quarentena tem sido as vendas via WhatsApp, Facebook e Instagram, além das parcerias com os fornecedores, que fazem com que o trabalho do comércio chegue para mais pessoas por meio de sorteios e posts diferenciados. “O imprescindível, é o nosso trabalho em equipe, estamos engajados e com disposição para servir. Isso deixa nosso dia a dia mais leve e produtivo. Essa galera que trabalha comigo, são sacudidos de bom!” enfatiza de forma bem-humorada a empresária.
Atualmente as Lojas Aqui Tem de Guararema trabalham não somente com o atendimento presencial, mas também com vendas pelos serviços de delivery e de drive-thru.
“O imprescindível, é o nosso trabalho em equipe”

A jornalista Ana Luiza Moreira é formada pela Universidade de Mogi das Cruzes (UMC), é desenvolvedora do Portal Freaks! e atua como redatora do Jornal O Novo.

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