Mães de crianças com Autismo dizem já ter sofrido preconceito

No dia 2, foi comemorado o Dia Mundial de Conscientização ao Autismo, que pertence a um grupo de doenças do desenvolvimento cerebral, conhecido por Transtornos de Espectro Autista (TEA).  Ana Maria Cardozo, de Jacareí, tem um filho autista de 5 anos. Ela conta que como mãe o cuidado deve ser redobrado com Lucas Gabriel Cardozo. “Jamais o deixamos sozinho”, explica. Quanto ao comportamento do filho, Ana conta que muda constantemente. Ela diz ainda que já deixou de sair, principalmente para locais com muita gente e barulho, para evitar que ele fique nervoso. Segundo a mãe, algumas pessoas o consideram como um “menino mal educado” por falta de informação sobre o autismo. Ela lembra que já chorou por conta disso. “Quando  tenho oportunidade, falo para as pessoas que olham diferente que o Lucas é autista”, explica.  Adriana Freitas Ramires, moradora de Guararema, é mãe de Matheus Ramires, 8, que, assim como Lucas, é autista. Ela diz que eles já sofreram preconceito diversas vezes. “Hoje divulgo ao máximo para que as pessoas revejam conceitos. O autismo é uma síndrome, uma condição permanente. Os autistas enxergam o mundo na sua essência, não veem maldade e não julgam, que bom seria se enxergássemos o mundo como eles”, afirma.   Matheus, de acordo com a mãe, é amoroso, adora fazer perguntas, ama saber sobre animais e é ótimo memorizador. “Ele me ensina a ser uma pessoa e mãe melhor”, diz . As mães se atentam à inclusão dos meninos, em escolas e grupos para que possam se desenvolver da melhor forma possível.  Adriana diz que outro ponto importante é a participação em grupos na Internet, nos quais são realizados debates e encontros com mães de autistas. Para ela, isso é bom para conhecer as particularidades dos autistas e aprender a lidar com diversas situações cotidianas.