Time Brasil de Salto fica com a sexta colocação em Tóquio

Momento Equestre

Luis Ruas/Hipismo Brasil

As disputas do hipismo nos Jogos Olímpicos de Tóquio foram encerradas, no sábado 07 de agosto, com a eletrizante final da competição de Salto. Realizada no parque equestre Baji Koen, a disputa decisiva reuniu as dez equipes com melhor desempenho na prova qualificatória, realizada no dia anterior com a participação de 19 países.

Na grande final, o Time Brasil não conseguiu chegar ao pódio, mas obteve uma honrosa sexta colocação, somando 29 pontos perdidos e ficando à frente de potências da modalidade como França, Alemanha e Grã Bretanha.

Atual sétimo colocado no ranking mundial, o conjunto campeão pan-americano Marlon Zanotelli e Edgar M abriu a participação da equipe brasileira na competição, somando 12 pontos perdidos após cometer faltas em três obstáculos.

Em seguida, foi a vez de Yuri Mansur (foto) se apresentar, montando QH Alfons dos Santo Antonio. O cavaleiro paulista, que substituiu Rodrigo Pessoa, cuja montaria Carlito´s Way 6 não se apresentou bem na prova qualificatória, realizou a melhor apresentação entre os componentes do Time Brasil, com apenas uma falta no meio do obstáculo triplo e 4 pontos perdidos.

Por fim, o conjunto Pedro Veniss e Quabri de L’Isle fechou a participação brasileira na difícil competição por equipes, registrando 13 pontos perdidos. O paulista de 38 anos radicado na Europa, cavaleiro de três Olimpíadas e que integrou o Time Brasil na Rio 2016, quando o país fechou em 5º lugar, avaliou a participação brasileira nesta Olimpíada.

"Agora é pensar lá na frente, continuar trabalhando, mais duro ainda, porque Paris já está logo ali. Eu acho que a gente continua mais uma vez entre os melhores: no Rio estivemos entre os melhores e aqui em Tóquio também. Está faltando aquele detalhe final para gente poder chegar no pódio. Então acredito que a gente tem que dar continuidade a esse trabalho para chegarmos em Paris cada vez mais fortes. Graças a Deus temos cada vez mais conjuntos qualificados representando o Brasil em pistas internacionais, então isso vai nos fazer mais fortes com certeza. Aproveito para agradecer o apoio de todos e a minha família no Brasil: obrigado pela torcida!", declarou Veniss.

A emocionante disputa pelo ouro foi protagonizada, por sua vez, pelas equipes de Suécia e Estados Unidos. Após somarem oito pontos, suecos e americanos foram ao desempate, com o país nórdico garantindo a medalha dourada graças ao brilhante desempenho do conjunto Peder Fredericson e All In.

Assim, a equipe dos Estados Unidos, que teve entre seus componentes Jessica Springsteen, filha do roqueiro Bruce Springsteen, ficou com a prata, e a Holanda, com o bronze.

Vale lembrar ainda que no formato olímpico inaugurado em Tóquio, as equipes passaram a contar com três integrantes ao invés de quatro e sem direito a descarte do pior resultado a cada dia.

Assim, importantes times, sempre entre os favoritos, como Grã Bretanha, Alemanha e França, campeã na Rio 2016, não conseguiram concluir as performances com os três integrantes de suas equipes e obtiveram resultados aquém dos esperados.

A classificação final da competição de salto em Tóquio ficou então com a seguinte ordem:

Ouro - Suécia - 8 pp - 0/122s90
Prata - EUA - 8 pp - 0/124s20
Bronze - Bélgica - 12 pp
4º - Holanda - 17 pp
5º - Suíça - 28 pp
6º - Brasil - 29 pp
7º - Argentina - 49 pp
8º - França - 2 pp e Eliminação
9º - Alemanha - 12 pp e Eliminação
10º - Grã Bretanha - 24 pp e forfait

Em Tóquio, o Time Brasil de Salto foi liderado pelo técnico suíço Philippe Guerdat e pelo chefe de equipe Pedro Paulo Lacerda, que já haviam acompanhado o Brasil na conquista do hexacampeonato por equipes e o ouro individual do maranhense Marlon Zanotelli no Pan Lima 2019. (Com informações adicionais de Imprensa CBH).