Moradores de Guararema relatam falta de bolsas de colostomia 

Moradores relatam a falta do produto hospitalar em Guararema e sugerem que o melhor seria que as bolsas fossem disponibilizadas

Júlia Andrade

Em Guararema, moradores entraram em contato com O Novo para relatar a falta de medicamentos e bolsas de colostomia em farmácias do município, o que pode ser prejudicial a eles, já que precisam se deslocar a outras cidades para adquirir o produto.

A reportagem ligou para várias farmácias e drogarias da cidade e constatou a escassez das bolsas, utilizadas por pessoas colostomizadas (que passaram por cirurgia em que é feita uma saída para as fezes pelo abdômen). Somente uma farmácia afirmou que tinha uma unidade do produto disponível. 

O marido da munícipe Patrícia Azevedo, por exemplo, é colostomizado e precisa ir até Mogi das Cruzes para conseguir a bolsa. O homem dependerá do produto por toda a vida e sua esposa afirma que a comercialização de bolsas na cidade seria muito mais fácil.

Joel Gonçalves enfrenta o mesmo problema, entretanto, a sua condição é temporária e, em breve, não precisará mais utilizar a bolsa. “Logo vou parar de usar, mas acho que o ideal seria que as bolsas fossem disponibilizadas no município para todos os colostomizados”, reflete. 

A colostomia consiste na ligação do intestino grosso diretamente à parede do abdômen, liberando a saída de fezes para uma bolsa, quando o intestino não pode ficar ligado ao ânus. Normalmente, isto acontece após pessoas passarem por cirurgias no intestino.

Pessoas que dependem da colostomia precisam trocar as bolsas de tempos em tempos, o período exato pode variar entre 4 ou 5 dias, ou em menor tempo, dependendo da situação.