Guararema tem baixo índice de afogamentos em 2018


Dados comparativos entre os anos de 2018 e 2019 foram divulgados pelo Corpo de Bombeiros e mostram que as mortes por afogamentos no Alto Tietê aumentaram em relação ao ano passado, o número de vítimas passou de 32 para 36 casos registrados.
A cidade de Mogi das Cruzes é o líder do Alto Tietê, o município tem 17 e 18 casos, respectivamente, e já no começo de 2019 foi registrado a morte de um homem de 51 anos, na represa do Rio Jundiaí, em Taiaçupeba.
Guararema está empatada com Ferraz de Vasconcelos no número de mortes, ambos os municípios têm registro de somente um caso de afogamento, o Capitão do Corpo de Bombeiros de Guararema, Reinaldo Almeida do Nascimento, contou que na cidade o índice de acidentes que acabam em afogamento é baixíssimo e que, geralmente ocorrem no rio Paraíba e na cachoeira do Putim. “No início do período de calor, onde aumentam as atividades das pessoas nos rios, represas e piscinas, nós propiciamos a todos os bombeiros uma reciclagem referente às atividades de salvamento aquático: natação, utilização de embarcações, técnicas, entre outros. Esse treinamento visa melhorar a condição de resposta em caso de emergência e também algumas atividades de prevenção.
Os índices de afogamentos mostram que o maior número de vítimas são homens entre 20 e 40 anos, segundo o Corpo de Bombeiros, a maioria das mortes poderia ter sido evitada se os banhistas respeitassem o local e suas condições, em quase 100% dos locais de acidente existem placas que alertam sobre os perigos.
O Corpo de Bombeiros orienta que ao nadar em lagos, rios e represas, locais normalmente proibidos (por apresentarem um alto risco a vida), os banhistas devem estar atentos a sua volta, pois é normal que nesses locais se formem redemoinhos de água ou que tenham muitos galhos de árvores caídos.
Se presenciar um afogamento, chame o corpo de bombeiro, mesmo que alguém próximo saiba nadar, não é recomendado entrar na água para tentar efetuar o resgate, pois a vítima pode estar agitada e nervosa, o que pode acabar piorando a situação. O mais correto nesse caso, é aguardar os profissionais e nesse meio tempo jogar galhos, cordas ou objetos que a pessoa possa usar para boiar.
Além disso, é altamente contraindicado entrar na água após a ingestão de bebidas alcoólicas, o álcool faz com que a pessoa perca a noção do que está acontecendo em sua volta e isso pode causar maiores acidentes, também não é aconselhável nadar após as refeições, pois há risco de congestão.
Com as crianças os cuidados devem ser redobrados, mesmo com o uso de boias infláveis (que não são recomendadas para ambientes abertos, somente em piscinas). Vale lembrar que os pequenos nunca devem entrar na água sem a supervisão de um responsável.