Educomunicando
Cidadania Digital

Desde o século XX, passamos a integrar uma nova sociedade: a virtual. Um ambiente que, assim como o presencial, tem suas regras, condutas e leis, com benefícios, mas, inclusive, malefícios. Para identificá-los, cabe uma nova habilidade àqueles que se socializam no ciberespaço. Trata-se da cidadania digital, que diz respeito ao domínio das tecnologias, mas, principalmente, do uso da internet com consciência, responsabilidade, ética e segurança. Os internautas têm os seus direitos, mas, sobretudo, deveres, para explorar positivamente esse universo.
No entanto, empoderar-se desse contexto envolto pelas redes sociais - coordenadas pelas Big Tech - tem vantagens e desvantagens. Estas últimas estão em evidência em virtude da postura inapropriada dos usuários. Por ser um espaço aberto, as plataformas digitais, que deveriam ser utilizadas para mobilizações transformadoras, têm sido um campo de batalha, tendo a palavra, em suas diferentes linguagens, a principal munição.
Pelos posts públicos e privados proclamam discursos ofensivos, difamatórios e preconceituosos. Esta prática não tem sido comum apenas entre adultos. Pelo contrário, crianças e adolescentes estão expostos a essas narrativas e sendo influenciados por esses posicionamentos, agindo, cada vez mais, de forma desrespeitosa, sobretudo, no universo virtual. Fomentam boatos, disseminam desinformação, conturbam as relações e geram o pânico entre os envolvidos. Por trás de perfis, geralmente, anônimos, os usuários se manifestam, apropriando-se do “direito” à liberdade de expressão, descumprindo, por sua vez, o “dever” de usá-la sem infringir a Constituição.
Tais evidências exigem o monitoramento por parte das plataformas, a vigilância das estâncias especializadas, a penalidade pelas autoridades, e, acima de tudo, a conscientização dos usuários. E, para isso, uma educação midiática para orientar, em especial, os jovens a se apropriarem da cultura digital com responsabilidade.
As redes sociais são a principal fonte de informação dos brasileiros e o ponto de encontro da juventude. Portanto, no papel de consumidor e produtor de conteúdos, é urgente uma leitura crítica das mídias. Atenção às informações, às fontes, às autorias, aos contextos e à veracidade daquilo que se lê, ouve e assiste. E, sobretudo com o que produz e compartilha. Desinformação se combate com informação.