Secretário de Saúde de SP defende a suspensão das aulas presenciais; Guararema já contabilizou 119 contaminações por Covid-19 em pessoas de 0 a 19 anos

Gorinchteyn acredita que o problema não está nas escolas, mas na circulação em torno

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O secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, em entrevista à rádio CBN, se colocou como favorável à suspensão das aulas presenciais em todo o Estado, frente ao agravamento da pandemia de covid-19. De acordo com o secretário, o assunto será discutido nos próximos dias.

Para Gorinchteyn o problema não está dentro das instituições “É a circulação das pessoas em torno, professores, alunos, pais, o transporte público, a exposição que acabamos colocando as pessoas”.

No Estado, as escolas foram consideradas como serviços essenciais, assim como supermercados, farmácias e igrejas, nos quais podem permanecer abertas até nas fases mais restritivas do Plano São Paulo. Em contrapartida, ao que defende Gorinchteyn, o Secretário de Educação, Rossieli Soares, acredita que as escolas devem ser as últimas a fechar e as primeiras a abrir, uma vez que o longo do tempo de fechamento vem causando prejuízos às crianças e adolescentes.

O assunto divide opiniões e nesta terça-feira, 2, o Conselho Nacional de Secretários de Educação criticou por meio de nota o que nomeou de “defesa da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país”. O anúncio do Consed foi publicado após o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) pedir a suspensão do funcionamento de escolas e outras medidas para frear o avanço da pandemia no país.

Em resposta ao O Novo, médicos da região também se disseram favoráveis a suspensão das aulas em todas as redes, sejam elas particulares ou públicas, tendo em vista o grande aumento no número de casos. Até a última sexta-feira, 02,  Guararema contabilizou 32 contaminações por Covid-19 em crianças de 0 a 9 anos, e 87 casos positivos em pessoas com a faixa etária entre 10 e 19 anos - dados levantados desde o início da pandemia.