Para perceber o presente do futuro

O Dia do Jovem (13 de Abril) é a data escolhida para celebrar o presente e, principalmente, o futuro da geração, a existência de peças fundamentais para o desenvolvimento de uma nação. Chega a ser bonito falar assim, de modo que as pessoas entendam que o jovem é quem pode mudar o país. De fato ele pode, porém alguns empecilhos sociais, vivências e realidades acabam desmotivando essa parcela da população.  A PEC da Juventude, no Brasil, diz que indivíduos entre 15 e 29 anos são considerados jovens. Dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), porém, retrataram uma realidade preocupante. Neste período, o desemprego aumentou mais entre os jovens do que outros estratos da população. Informações da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) do mesmo ano apontavam que para trabalhadores entre 18 e 24 anos, incluindo recém-formados a taxa de desemprego atingiu 25,9%, com alta de 6,5 pontos percentuais desde 2015. A “Síntese de Indicadores Sociais 2017”, divulgada em dezembro do ano passado pelo IBGE, apontou que a proporção dos chamados "nem-nem" - nem estudam, nem trabalham -  cresceu de 22,7% em 2014 para 24% em 2015, após dois anos de estabilidade. Em 2016, ao chegar a 25,8%, significava um acréscimo de 1,4 milhão de jovens nesta condição. Apesar de dados negativos a respeito de nossa juventude, neste mês o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) indicou que as coisas vêm mudando. Entre o primeiro e último trimestres de 2017, o desemprego entre os jovens recuou de 28,8% para 25,3%. A recuperação se deu principalmente pelo aumento do número de empregos informais. Sabemos que, assim, não está tudo “a mil maravilhas”, mas é bom que tenhamos sempre esperança no nosso futuro.