Falando sobre a longevidade

Sabemos que uma hora "a idade chega" e nos dias de hoje, a tendência é que chegue cada vez mais. A longevidade já é real quando comparamos o tempo médio de vida das pessoas neste século com o passado, por exemplo. 
Segundo estimativa do IBGE divulgada nesta quarta-feira, 24, o Brasil atingiu a marca de 208,4 milhões de habitantes em 2018. Em projeções futuras realizadas pelo instituto, foi estimado que até o ano de 2060  a população com mais de 60 anos mais que dobre de tamanho e atinja 32% do total dos brasileiros. Atualmente, em 2018, o indicador está em 13%. 
No futuro, o país terá mais idosos do que crianças e, considerando resultados a longo prazo, os dados do IBGE não deixam dúvida, afinal em 2060 um quarto da população nacional terá mais de 65 anos. O motivo para este envelhecimento geral é a melhora obtida na última década a respeito da expectativa de vida. Na contramão, a taxa de fecundidade caiu gradativamente.
Alguns têm medo de chegar na fase dos "enta", mas olha, isso é uma benção. Poder completar anos e acumular histórias, mesmo que rugas venham de brinde, é motivo de gratidão. Ainda mais quando, ao longo dos anos, a família cresce e gerações evoluem. Filhos, sobrinhos, netos, bisnetos aparecem e o ciclo continua. Claro que hoje é comum ver pessoas jovens terem seus netos mas o cabelo branco, no mínimo, é uma referência quando pensamos em avós. Experiência! Essa é a palavra que vem à mente. 
Quem muito viveu, muito conheceu desta longa jornada na Terra e só tem a ensinar. Os avós estão aí para adoçar a vida dos netos, literalmente, mas também para apontar direções a serem seguidas. Considerando que foi comprovado que boa parte de nossa população estará mais vivida daqui um tempo e em lembrança ao dia especial, comemorado nesta semana (Dia dos Avós), o desejo é que essas pessoas - e também os avós mais “precoces”, claro - sejam ouvidas por todos e amadas em dobro. Que sejam respeitados e abraçados, tidos como inspiração.