Mãe solteira? É isso mesmo?

Todo mundo sabe que a maternidade é uma posição integral da mulher, da qual é bem difícil tirar folga. Mais adiante, nesta edição, você poderá conhecer mães que explicam rotinas e táticas de conciliação de tempo em decorrência dos afazeres. Até aí, ok. Mas o foco aqui é o seguinte: a maternidade ainda é tratada como um estado civil. A sociedade, desde muito tempo, vêm intitulando mulher que tem filho e está sem um companheiro como “mãe solteira”. Em decorrência disso, passou a ganhar popularidade, principalmente na web, a expressão “mãe solo”, que busca evitar essa classificação. Perceba que com os homens isso raramente acontece. Quantas vezes você já viu um rapaz ser identificado como “pai solteiro”? Do mesmo jeito que pai é pai, independente do estado civil, mãe é mãe. E pronto. Também não se trata apenas de um termo a ser desconstruído. Alguns pontos de vista devem ser reparados. Não estando na pele de uma mãe solo é difícil definir plenamente, mas sabemos que existe certo preconceito com relação a elas. Um exemplo claro é a questão de relacionamento afetivo. Mulheres solteiras e com filhos têm dificuldade na busca de um parceiro para relacionamento estável. Em um blog do portal UOL, a psicóloga clínica Miriam Barros explicou que isso se deve ao fato de os homens não saberem o tamanho da responsabilidade que terão que arcar no futuro em relação aos filhos e por acharem que as parceiras não terão tanta disponibilidade e liberdade.Em empregos, também, muitas mães solo não são aceitas por conta deste fator. Não é só uma expressão que deve ser mudada, é o pensamento, a compreensão. Que a gente passe a perceber certas coisas que, mesmo parecendo mínimas, discriminam pessoas. Que o Dia das Mães seja ótimo para mães solo e para todas as demais. As configurações maternais sempre variam, mas no final "mãe" é aquela que dá amor e faz de tudo para um outro ser no qual ela se enxerga; aquela que merece respeito.