Se está na internet, é verdade

Com a fácil disseminação de informações nos mais variados meios, devido principalmente ao desenvolvimento da era digital, as Fake News (notícias falsas) ganham cada vez mais força. Muitas delas passam despercebidas, ou melhor, são tidas como um fato por boa parte das pessoas que se baseia no seguinte ponto: se está na internet, é verdade.  Estudo publicado em março deste ano pela revista Science mostra que as Fake News circulam mais rápido na internet que informações verdadeiras, devido mais aos próprios internautas que a programas informáticos automáticos. As pessoas acreditam no que leem e difundem com redes de amigos, o que gera uma “bola de neve”.  Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), afirmam que as informações verdadeiras requerem seis vezes mais tempo que as falsas para chegar a 1.500 pessoas. Focando  em uma editoria, sabe-se que no Brasil cerca de 12 milhões de pessoas difundem notícias falsas sobre Política. Isso foi comprovado por meio de um levantamento do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação (Gpopai) da Universidade de São Paulo (USP).  Percebemos assim, a grande potência da Internet e a necessidade, a todos, de não acreditar em tudo que é divulgado, antes de checar em uma fonte confiável. Tratando disso, é possível ressaltar que por conta dessa grande massa de informação que não corresponde à realidade, meios tradicionais tendem a ser os mais procurados por aqueles que querem saber a “verdade dos fatos”. A atual Pesquisa Brasileira de Mídia, encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência ao Ibope, aponta que as pessoas desconfiam de informações de sites, blogs e redes sociais.  O jornal impresso lidera a confiança dos brasileiros como meio de comunicação, seguido de rádio e TV. Pois bem, ele resiste.