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Ciência e Saúde

Especialista alerta para os riscos do frio à saúde

O médico Carlos Machado explica que o ar seco do frio e a queda no consumo de água podem causar diversas doenças, como sinusite e pneumonia

Fabrício Mello

Publicado

há 1 mês

em

Especialista alerta para os riscos do frio à saúde

Divulgação

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu na quarta-feira (18) um alerta de riscos à saúde devido à queda brusca de temperatura em algumas regiões do País. Ao todo, 11 Estados e o Distrito Federal estavam na zona de perigo. O aviso teve início às 10h55 de quarta e seguiu até as 23h de sexta-feira (20).

Esta semana, segundo a meteorologia, pode ser considerada a semana mais fria do ano. E,  apesar da previsão para os próximos dias apontar um aumento na temperatura, com a chegada do outono e, em breve, do inverno, a tendência é que outras semanas como esta cheguem à região.

Devido a essa queda na temperatura, alguns problemas de saúde podem atingir a população e até mesmo se agravar. Segundo o dr. Carlos Machado, clínico-geral e especialista em Medicina Preventiva, o ar seco dos meses mais frios resseca secreções do corpo e pode causar problemas nos olhos, na garganta e até mesmo na pele. 

O médico explica que, no caso dos olhos, a secura pode ocasionar infecções, como a conjuntivite. Já na garganta, o ressecamento deixa as secreções produzidas pelo corpo “mais grudentas” e isso facilita a entrada de bactérias, vírus ou fungos, que causam doenças como sinusite e pneumonia.

Outro problema de saúde que o médico lista são problemas relacionados aos rins. “No frio, as pessoas bebem menos água. A falta de água ou a redução no consumo de água concentra mais os ‘cristais’ que o corpo joga fora nos rins. Esses cristais eventualmente se tornam uma ‘areia’ e, depois, grãos, podendo causar uma cólica renal terrível”, alerta.

O especialista ainda comenta sobre problemas ocasionados pela queda no consumo de água. A diminuição da circulação do sangue e da movimentação do corpo deixam o sangue mais “grosso”. 

“Com isso, o risco de entupimento de artérias aumenta, o que pode gerar problemas graves. Entupimento numa artéria do cérebro provoca derrame, numa do coração provoca infarto, em uma que vai para a perna provoca necrose, gangrena de uma parte do pé ou da perna toda”, explica.

Segundo dr. Machado, os idosos e os bebês, em especial os com menos de dois anos, compõem o grupo que mais sofre com o frio. A recomendação dele é que, mesmo no frio, as pessoas de mais idade se movimentem e se hidratem. Já as crianças, se mantenham agasalhadas, já que perdem calor com mais facilidade, além de também se hidratarem.

O dr. Carlos Machado finaliza dizendo que, para se prevenir desses problemas, o importante é realizar o acompanhamento constante. “O clima da Terra muda a cada três meses e isso muda tudo. O corpo da gente muda a cada três meses, por isso deveríamos, a cada três meses, fazer uma reavaliação médica”, conclui.