Falta de previsão para o envio de novas doses contra Covid-19 pode interromper vacinação

Frente Nacional dos Prefeitos pressiona o Governo Federal para que sejam anunciados planos eficazes para uma vacinação em massa

Prefeitura Municipal de Guararema

Cidades de diversos estados brasileiros começaram a interromper as campanhas de vacinação contra Covid-19 devido à falta de imunizantes. A situação atualmente afeta o Rio de Janeiro, Curitiba e também a Bahia, mas o medo geral é que atinja cada vez mais locais.

Sobre o assunto, a Frente Nacional dos Prefeitos pressiona o Governo Federal para que sejam anunciados planos eficazes para uma vacinação em massa: “É urgente que o país tenha um cronograma com prazos e metas estipulados para a vacinação de cada grupo: por faixa etária, doentes crônicos, categorias de profissionais etc. Disso depende, inclusive, a retomada da economia, a geração de emprego e renda da população”.

A Frente Nacional de Prefeitos solicitou, no dia 14 de janeiro, em reunião entre o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, encontros para o acompanhamento das imunizações no país. Na ocasião, ficou acordado que a cada 10 dias o ministro se reuniria com a comissão de prefeitos. No entanto, segundo a organização, se passaram mais de 30 dias e nenhum agendamento foi feito.

Ministério da Saúde

Em um contrato assinado na última segunda-feira, dia 15, o Ministério da Saúde assegurou mais 54 milhões de doses da vacina Coronavac, que com outras 46 milhões já contratadas, permitirá distribuir aos estados, até setembro, 100 milhões de vacinas.

Além da Coronavac, o país receberá até dezembro mais 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility.

De acordo com um cronograma de entrega de vacinas liberado pelo Ministério da Saúde, em março serão entregues: 2,65 milhões de doses da AstraZeneca (Consórcio Covax Facility); 18,1 milhões de doses da Coronavac; 20,7 milhões de doses da AstraZeneca (Fundação Oswaldo Cruz); 800 mil doses da Sputnik V; além de 8 milhões de doses da Covaxin.