Doses vencidas não foram distribuídas, segundo o Ministério da Saúde; Mogi e Condemat se manifestam sobre o assunto 

A Fiocruz, que também é fabricante da AstraZeneca, se posicionou; O Ministério informa que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição

Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

Na noite desta sexta-feira (02), o Ministério da Saúde informou que nenhuma dose vencida de vacina contra a Covid-19 foi repassada aos Estados e ao Distrito Federal. Foi divulgado ainda, que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição.  A Prefeitura de Mogi das Cruzes também negou ter utilizado doses vencidas da vacina AstraZeneca no município. O Condemat - Consórcio de Desenvolvimento do Alto Tietê, também se manifestou sobre o caso.

Segundo a Agência Brasil, a divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S. Paulo. A publicação do jornal dizia que cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios. 

Conforme o Ministério, os Estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do SUS fazerem o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade. 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) também se manifestou e informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. 

A Fiocruz afirmou, ainda, que os lotes sob suspeita foram importados da Índia e são do tipo do imunizante da AstraZeneca chamado de Covishield. Os demais carregamentos foram enviados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).

Mogi das Cruzes

O município também falou sobre o caso nas redes sociais “A Prefeitura de Mogi das Cruzes esclarece que NÃO houve distribuição de lote vencido na cidade ou aplicação de doses vencidas no município”.

A prefeitura da cidade explicou, ainda, que a Secretaria de Saúde já está fazendo um levantamento nominal dos 33 moradores de Mogi que constam nesta lista. “Eles serão convocados pela Vigilância Epidemiológica para esclarecimento, transparência e segurança do paciente quanto à dose aplicada”, finalizou.

Condemat

Em resposta ao O Novo, o secretário Executivo do Condemat, Adriano Leite, se posicionou sobre o assunto: “Vamos solicitar que a questão seja devidamente esclarecida e que os eventuais problemas sejam corrigidos para não trazer consequências à população”, concluiu.