No Dia Nacional do Ciclista, ciclistas mogianos pedem melhorias nas ciclovias da cidade

Trecho da Avenida Adhemar de Barros é campeã em reclamações de ciclistas

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Trecho da Avenida Adhemar de Barros é campeã em reclamações de ciclistas

Hoje, 19 de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Ciclista. Essa data, além de relembrar a morte do ciclista brasiliense Pedro Davison, que aos 25 anos, foi atropelado em 2006, enquanto pedalava no Eixo Sul, mas, também, para poder promover uma reflexão sobre esse modo de mobilidade urbana sustentável e saudável.

Em Mogi das Cruzes, com cerca de 30 quilômetros de ciclofaixas e ciclovias, espalhados pelos distritos da cidade, há diversos adeptos e cicloativistas desta modalidade de locomoção. Um deles é o bombeiro civil Fábio Silva, de 30 anos, cicloativista mogiano que, há mais de 10 anos, segundo ele, que não utiliza o transporte público municipal. Pois, o tempo que ele perderia aguardando o ônibus, já teria percorrido uma longa distância com sua a bicicleta e, ao mesmo tempo, fazendo atividade física.

No entanto, a escolha pela bicicleta vai muito além do tempo que ele perderia no ponto de ônibus, mas um estilo de vida. "Quando eu era adolescente, eu vinha até o centro de Mogi andando, mas decidi comprar uma bicicleta para diminuir o tempo do trajeto. E, agora, eu adotei a prática como uma forma de me locomover pela cidade, sem nenhum custo financeiro", contou.

Outro ativista da bike e membro de diversos coletivos da modalidade em Mogi das Cruzes é o Gestor de Mídias Sociais Jair Pedrosa, 60, que desde sua juventude, tem a bicicleta como seu aliado. Para ele, as ciclofaixas e ciclovias de Mogi precisam passar por muitas melhorias, principalmente a ciclovia da Avenida Adhemar de Barros, que une Braz Cubas até o centro da cidade.

Gestor de Redes Sociais, Jair Pedrosa, pratica a modalidade desde os oito anos.

“No trecho próximo da cancela da Avenida Cavalheiro Nami Jafet, a ciclovia tem largura menor de um metro e com o asfalto desnivelado. Com isso, o risco de acidentes é bem maior do que em ciclovias mais espessas e planas”, falou Pedrosa.

Oposto a Avenida Adhemar de Barros é a Avenida João XXIII em direção a César de Souza, que possui uma boa manta asfáltica, mas não tem nenhuma ciclovia ou ciclofaixa. De acordo com Pedrosa, o local tem um grande fluxo de bicicletas, que transforma o local em uma ciclorrota, mas que, até o exato momento, não tem previsão da construção de uma via exclusiva para os ciclistas e o acalmamento de tráfego, para segurança de quem utiliza esse meio de transporte.

“Junto a essa reivindicação, estamos trabalhando para outra grande obra para os ciclistas mogianos. Que neste caso, seria a construção de uma única ciclovia que ligará Jundiapeba a César de Souza, chamado de trecho Leste-Oeste, ao lado da linha férrea da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM), mas que teria algumas interrupções na zona central da cidade e, também, a solicitação da construção de ciclovias de emergenciais, para aqueles que, durante a pandemia, queiram se locomover por meio da bicicleta para evitar os transportes públicos lotados”, concluiu.

Portanto, hoje, às 20 horas, diversos coletivos mogianos em direito a prática do ciclismo na cidade irão realizar uma live, no Facebook, para comemorar a data e, ao mesmo tempo, debater a implantação das Ciclovias Emergenciais na cidade.