Mães falam sobre os principais desafios de conciliar trabalho e maternidade

Em lembrança ao Dia das Mães, o Jornal O Novo conversou com mães modernas para saber como elas lidam com trabalho e maternidade. Patricia Pelegrin, 48, mora em Guararema e tem um filho de 8 anos, o Leonardo. Ela é Química e divide a maternidade com sua ocupação no mercado de trabalho. “Tenho uma vida muito sem rotina, porque a empresa que eu trabalho é em Campinas. Pelo menos uma ou duas vezes por semana tenho que ir para lá, mas minha carteira de clientes é bem dispersa. Tenho cliente em Cajamar, Vinhedo, Valinhos e por aí vai”, explica. Quanto a possíveis “táticas” para conciliar trabalho e maternidade, Patrícia diz que conta com o suporte de pessoas de confiança, para auxiliar com os cuidados de casa e, principalmente, do filho. “A organização e o planejamento da casa eu faço ao longo da semana e procuro apoiar o Leonardo com o que ele precisa no momento em que chego em casa”, completa. Segundo a Química, com a agenda atarefada não sobra muito tempo para cuidar de si mesma, além do básico. “O cuidado que tenho comigo é muito mais mental e emocional do que físico. No fim de semana faço coisas que prezo muito. Muitas vezes dedico parte deste tempo para sair com o Leonardo, em família. Fazemos programas bacanas pois preciso me dedicar a ele”, relata. Para Patrícia, um ponto importante é o auxílio que Leonardo recebe do pai. Também de Guararema, Mércia Papa, 36, é mãe de Annalua, de um ano. Ela, que é mãe solo, diz que consegue conciliar a maternidade com o trabalho pois atua da sua própria casa e tem o apoio da família. Sobre tornar-se mãe, Mércia afirma: “isso te faz mudar muito! Ter um filho é aprender o que é dar sua vida por outra. É descobrir descobrir que toda a sua vida e tudo o que você viveu era só um ensaio para viver a plenitude que é ser mãe”. A moradora de Jacareí, Adriana Ramalho Marques, 33, já teve algumas experiências neste sentido, afinal é mãe de cinco crianças: Cecília (13), Clarice (11), Catarina (5), Carolina (4) e Daniel, (8 meses). Ela, que é Comerciante, está afastada do trabalho para cuidar do bebê e conta sobre sua rotina: “de manhã as meninas ficam em casa comigo e nos organizamos entre tarefa escolar, serviços da casa e atenção às menores e ao Daniel. A tática que uso é mostrar a elas que não sou um robô e que as coisas são realizadas na seguinte ordem: o essencial, o que é possível e o impossível, que eu deixo nas mãos de Deus". Adriana diz que para cuidar de si mesma, do corpo e da mente, ela gosta de andar de bicicleta. “Atualmente estou voltando a exercer essa atividade. É um recomeço dolorido, porém prazeroso”, completa. A mãe diz que procura realizar suas obrigações extra-familiar nas horas em que não está com os filhos. O apoio paterno, para ela, também é muito importante à criação dos filhos. Sobre a questão de trabalho fora de casa, a comerciante relata: “quando minhas meninas mais velhas tinham 4 e 7 anos foi uma fase em que eu trabalhei demais com meu marido e elas reclamavam da minha ausência, mas o tempo foi passando e fomos no organizando para eu estar com elas”. De acordo com Adriana, “toda mãe pode e deve trabalhar, porém deve estar disposta a suportar a dupla rotina para que não haja descontentamento no trabalho e no convívio familiar”. Para ela, ser mãe é assumir a missão com determinação. “É educar para esta vida terrena e para a vida eterna, despertar neles o desejo de chegar ao Céu. Lá sim se completa a missão de ser mãe”, diz.