Favelas têm potencial de consumo com cursos técnicos

O dado da pesquisa é do Outdoor Social Inteligência, Instituto de Pesquisas especializado na classe C

Agência Brasil

O acesso ao ensino superior permanece sendo restrito a boa parte das pessoas no Brasil e, de acordo os últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 32,7% dos jovens de 18 a 24 anos estão cursando o nível superior de ensino. Em pesquisa, o Outdoor Social Inteligência, Instituto de Pesquisas especializado na classe C, ouviu os estudantes do G10, grupo das favelas com maior potencial econômico do País. As pessoas consultadas estão matriculadas em faculdades ou cursos técnicos e revelam dados sobre o ensino superior nesses territórios.

Um ponto que foi destaque na pesquisa foi o potencial de consumo das favelas do G10. A cifra anual que as comunidades podem gerar com cursos superiores é de R$ 75 milhões, já com cursos técnicos, é de R$ 84 milhões. O potencial de consumo anual geral chega à casa dos R$ 9,9 bilhões. 

O estudo mostra maior aderência aos cursos técnicos. Entre os entrevistados, 60% estão matriculados. Desses, 47% possuem bolsa ou estudam em instituição pública, os outros 13% pagam pela formação. Os que cursam faculdade, são 40%, sendo 17% bolsistas ou matriculados em universidades públicas e 23% estão pagando pelo ensino.

O perfil dos estudantes ouvidos na pesquisa é composto por 58% por mulheres e 42% por homens. A maioria, correspondente a 25%, é jovem entre 15 e 24 anos. 24% dos entrevistados possuem entre 35 e 49 anos; o mesmo índice (24%), possuem 60 anos ou mais; 21% dos entrevistados têm entre 25 e 34 anos, e 6% é o índice dos que possuem 50 anos ou mais.