“A educação precisa se tornar uma prioridade ainda maior para o Governo”, aponta a vereadora Malu Fernandes

Nesta terça-feira, a Comissão na qual a parlamentar faz parte propôs a entrega de chips de internet para alunos sem conectividade em Mogi

O Novo

A Comissão Permanente de Educação, composta pelos vereadores, Bi Gêmeos (PSD) Eduardo Ota (PODE), Inês Paz (PSOL), José Luiz Furtado (PSDB) e Malu Fernandes (SDD), propôs nesta terça-feira, 30, um projeto que prevê a entrega de chips de internet para alunos sem acesso à web.

“Em 2020, segundo a FGV, os estudantes do Brasil perderam cerca de 75% da aprendizagem em comparação a um ano típico. Esse é um dado muito alarmante. Entendemos que o momento pede o ensino remoto, mas isso significa que a educação precisa se tornar uma prioridade ainda maior para o Governo, para que todos os alunos tenham garantido o direito de estudar e construir seu futuro.”, declarou Malu Fernandes (SDD), presidente da Comissão.

Vereadores responsáveis pela indicação; da esq. para dir: Bi Gêmeos, Inês Paz, Malu Fernandes, Eduardo Ota e Zé Luiz

De acordo com o balanço da Secretaria Municipal de Educação de Mogi das Cruzes, em 2020, 2000 alunos apresentaram dificuldades graves de interação; 20% do total teve baixa ou nenhuma conectividade no município e 200 alunos não foram ao menos localizados para realizar as avaliações de aprendizagem necessárias.

A baixa conectividade dos alunos impactou diretamente nos índices de evasão escolar e atraso na aprendizagem, já que segundo o Datafolha, 20% dos estudantes possuem dificuldade com os conteúdos online e 15% não se interessam em estudar de forma remota. 

O documento indica também que sejam realizadas pesquisas com os pais, para garantir que os alunos estão acessando os conteúdos por meio da TV Câmara e propõe ainda a conscientização sobre plataformas de ensino online e a realização de parcerias com iniciativas e plataformas digitais de apoio ao aluno, como a Dragon Learn, que já foi utilizada pelo Governo Estadual.

O vereador, Zé Luiz (PSDB), apontou que a medida não é definitiva, mas que durante a pandemia, a ferramenta será essencial “O ensino remoto não pode ser constante, porque principalmente nas periferias, as mães têm muita dificuldade de acompanhar os filhos. Quando a gente propõe aqui essa interação dos pais com a criança é muito louvável, mas acontece que hoje, principalmente durante a pandemia, muitos pais nas regiões periféricas estão preocupados em buscar alimento para suas famílias, é isso que a gente precisa entender. Porque muitas vezes não é nem por desleixo dos pais desses alunos e sim porque a cabeça está em outras coisas, no sustento da família”, finalizou o parlamentar.

O projeto foi aprovado pela Câmara Municipal e segue para o Executivo que deverá analisar a possibilidade de colocar a ação em prática, por meio da Secretaria Municipal de Educação.