O alto preço do congestionamento

Todo mundo precisa se deslocar de um local a outro. Nossa vida não é construída dentro de casa e a interação social é exigida para que coloquemos em prática a vivência em sociedade. 
Precisamos estar aqui e ali. Sair para estudar, trabalhar, buscar diversão. Colocamos os pés para fora de casa e muitas vezes os passos do trajeto entre interior da residência e garagem são os únicos necessários. Existe um veículo à disposição.
A sequência de fatos que nos levam até a rua, para utilizar um transporte pessoal ou público, se “desenrola" de modo automático. Devido à necessidade de chegar ao destino, não pensamos na burocracia do processo. Fazer o que? É preciso enfrentar!
Nos primeiros minutos do trajeto, já é possível relembrar pontos negativos de estar ali, no trânsito. E quando o assunto é esse, provavelmente todos pensam em uma cidade específica, na qual a fila infinita de carros, motos, caminhões e ônibus é praticamente uma certeza: São Paulo. 
Passar muito tempo no trânsito é uma forma de perda, seja de tempo, dinheiro ou qualidade de vida. Em levantamento apresentado como dissertação de mestrado, o economista Ricardo Campante Vale calculou que atrasos causados pelo tráfego parado geram um “custo de bem-estar” equivalente a R$ 7,338 bilhões por ano. Por trabalhador, o prejuízo anual é de R$ 747,00. 
Como se não bastasse este custo, ficar parado no trânsito também tem outros inúmeros revés. Além do nível de estresse, que pode aumentar, existe a exposição à poluição atmosférica e sonora e existência de problemas circulatórios, por ficar sentado por horas com as pernas encolhidas. 
Sem dúvidas os problemas em cidades interioranas neste quesito são menores. Transitar na capital requer mais  paciência e coragem. De qualquer forma, seguindo a realidade que lhe foi imposta, é preciso enfrentar!