Atendando-se ao letramento midiático

V irou pauta recentemente o fato de a rede social Facebook ter excluído contas que fariam parte de uma rede de desinformação. Tendo ligação direta com a política brasileira, a iniciativa foi tida como parte dos esforços voltados a repressão de perfis enganosos antes das eleições que acontecerão em outubro.
Por meio de comunicado, o Facebook afirmou no final de julho que foram desativadas 96 páginas e 87 contas no Brasil por sua participação em "uma rede coordenada que se ocultava com o uso de contas falsas no Facebook, e escondia das pessoas a natureza e a origem de seu conteúdo com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”. Apenas no primeiro trimestre do ano, foram removidos 837 milhões de conteúdos de spam, e derrubados 583 milhões de contas falsas em todo o mundo, na mesma rede social.
A ação também é uma tentativa de combate às chamadas “Fake News”, notícias falsas disseminadas na internet. Além do Facebook, nesta semana o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) lançou um guia de combate à desinformação e à disseminação de notícias falsas no processo eleitoral. O intuito do guia “Democracia e Eleições”, disponível gratuitamente na internet, é facilitar ao eleitor a separação do que é fato e do que é opinião.
Fato é que cabe a cada um ter discernimento ao se deparar com uma notícia impactante no meio virtual, principalmente agora que estamos com as eleições “batendo à porta” e precisamos de informações referentes a candidatos e partidos. O chamado letramento midiático, que além de habilidades com leitura e escrita inclui a capacidade de identificar diferentes tipos de mídia e interpretar as informações e mensagens enviadas nessas mídias, é muito importante neste momento. Vale ressaltar ele não inclui apenas os conteúdos de texto que circulam em redes sociais, mas também “memes”, vídeos virais, videogames e propagandas. Fiquemos em alerta!