E assim, todo o mundo respira aliviado

O caso recente do resgate de 12 meninos e um técnico de futebol na Tailândia, apesar de ter envolvido uma situação muito preocupante e dramática, mostra que [felizmente] ainda há o sentimento de empatia nas pessoas. O mundo se comoveu e esteve aflito por dias, na esperança de um final feliz para a história. 
Foram necessários dezessete dias para, enfim, haver o resgate de todos do time Javali Selvagens. Durante o período, gotas de água que pingavam da caverna, lanches de aniversário levados pelos jovens e meditação foram fatores que ajudaram a manter a equipe viva até que os mergulhadores chegassem. A resistência do grupo é motivo de admiração para toda e qualquer “gente grande”. Eles mantiveram-se firmes até a saída do complexo de cavernas Tham Luang. 
Não se sabe exatamente como a pequena quantidade de comida que o grupo levava foi consumida, mas o técnico Ekapol Chantawong teria se recusado a comer para deixar mais para os meninos. Quando eles foram encontrados, o líder era o mais fraco.
Toda a história é repleta de inúmeros motivos de orgulho e recupera a chamada “fé na humanidade”, aquela mesmo que a gente perde um pouco mais a cada dia diante de um cenário violento em um contexto geral e global. 
No decorrer dos dias anteriores ao resgate, o nível de oxigênio na caverna caiu. Dos 21% normalmente registrados, foi reduzido a cerca de 15%. Justamente ao transportar tanques de ar para os garotos, o mergulhador da Marinha Tailandesa Saman Gunan morreu. Um dos envolvidos que infelizmente não conseguiu cumprir sua missão.
Os SEALs da Marinha Tailandesa foram os principais responsáveis pelo resgate do time de futebol. Após o feito, eles foram recebidos na base em Sattahip como verdadeiros herois em uma cerimônia. Não era para menos! O mundo respirou aliviado; já os meninos, finalmente respiraram bem e de fato.