Tolerância zero e violação de direitos

Oconceito de “família” agrega diferentes sentidos mas estar junto, independente da situação, é um dos pontos que mais representam esse grupo de pessoas que possui um vínculo forte. Apesar disso, grandes forças parecem não se importar com a união do próximo às pessoas amadas. Compaixão é uma palavra riscada no dicionário de alguns.  Tornou-se polêmica nesta semana a recente determinação de “tolerância zero” nos Estados Unidos com relação aos imigrantes ilegais na fronteira com o México. Críticas à administração do presidente Donald Trump foram geradas pois crianças passaram a ser separadas de seus pais ou tutores que tentam entrar ilegalmente no país.  Além da separação, que não é pouca coisa, foram instaladas gaiolas para deter imigrantes adultos e também albergar as próprias crianças, longe de seus pais. Imagens divulgadas mostraram crianças dentro de grades, chorando e dormindo em colchões no chão com cobertores de alumínio. Diante do triste cenário, a ex-primeira-dama Laura Bush, mulher de George W. Bush, afirmou à BBC News que a estrutura na qual o povo foi colocado se assemelha aos campos de detenção usados para prender nipo-americanos nos EUA durante a Segunda Guerra Mundial. Anos passam, porém a evolução parece não vir na bagagem.  Mas afinal, o que diz o presidente dos EUA com tanta polêmica causada? Por um lado, Trump diz considerar esta política "horrível" e defende uma reforma nas leis de imigração. Por outro, enfatizou que "os Estados Unidos não serão um campo de imigrantes e não serão um complexo para manter refugiados”. A Organização das Nações Unidas (ONU) denunciou uma "violação grave dos direitos da criança" e pediu o fim de sua aplicação. O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad Al Hussein, considerou a política um “abuso às crianças” e "inadmissível". Pois é, já diziam que a humanidade está cada vez mais desumana; hoje, recebendo notícias como essas, a fé no ser humano se esvai um pouco mais.