A ansiedade realmente está sendo o mal do século?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 9,3% dos brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade, o que torna o país que possui a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo. É muito comum – principalmente entre os jovens – a aparição de sintomas que os rotulam como “pessoas ansiosas”. Hoje, o número de pessoas que se queixam desse mal parece crescer de maneira desenfreada, muito mais do que acontecia há vinte e poucos anos atrás por exemplo. Mas quais os motivos isso acontece? Será que essa geração se cobra mais pelas coisas? Se preocupa mais com o futuro? O que de tão grave tira o sono desses jovens? Há vinte e poucos anos atrás, talvez não tivéssemos tantos problemas como temos hoje. Uma pessoa com um curso de formação superior com toda a certeza teria um futuro promissor garantido. Isso já não acontece hoje. Fazemos tudo sem saber o que nos aguarda num futuro próximo, e isso assusta. A ansiedade é um sentimento comum do ser humano. Desde nossa infância nos sentimos ansiosos com acontecimentos que estão por vir e que não representam risco algum, como: uma festa de aniversário muito aguardada, uma prova difícil e até mesmo uma viagem podem causar grande expectativa. Talvez antes o mundo tivesse um frescor que hoje já não existe mais - ou por alguma razão não percebemos - as relações interpessoais diminuíram de tal forma, que só conhecemos as pessoas pelas redes sociais. Quem sabe não foi por isso, também, que as pessoas perderam aos poucos o jeito de lidar com as mudanças que o mundo passou. O fato é que, transtornos como esses, devem receber uma atenção especial e auxílio especializado se for o caso. Jamais devemos encarar isso como "frescura" por parte de quem precisa de ajuda.