A educação do futuro do nosso país está cada vez mais em risco

No Brasil, a educação para aqueles alunos que se encontram em melhores condições financeiras o ensino médio em uma escola pública é concluído com aprendizado adequado, mas quando se trata dos estudantes mais pobres o desempenho é considerado abaixo da média. Dado os números, a diferença fica ainda mais assustadora, a proporção é de 83% para os alunos de classes sociais mais altas que terminam seus estudos dentro da média. Para os mais pobres, a média dos alunos que conseguem ter um desempenho favorável é de apenas 17%. Os números são da organização não-governamental Todos pela Educação e mostram a dimensão da desigualdade social no país e como isso afeta a educação. Para disciplinas de exatas, os índices de desempenho mostram um quadro ainda mais desnivelado e preocupante: 63,6% dos estudantes mais ricos aprenderam o adequado ao encerrar o ensino médio e nada mais do que 3,1% dos alunos mais pobres concluem o nível médio sabendo o suficiente na disciplina. É evidente que o país tem um grande desafio pela frente, não é de hoje, que é lutar para alterar essa realidade desigual que interfere tanto na vida dos jovens. Não é uma tarefa fácil conseguir ferramentas de trabalho para mudar esse cenário, equilibrando e oferecendo as mesmas oportunidades para todos e, assim obtendo resultados igualitários na educação independentemente do nível social. Esse é apenas um lado de uma realidade triste que estamos vivendo. Um sistema de ensino falho, que não prepara as crianças e jovens para o futuro, esquecendo que o nosso futuro também estará nas mãos deles. Do outro lado, estão os instrumentos para possíveis soluções, só esperando que tenhamos alguma atitude. Desta forma, é mais do que necessário que cada cidadão reconheça sua importância dentro da sociedade, qualquer que seja sua posição social, e assim exerça seu papel para contribuir com o cumprimento do interesse comum.