Sucessão familiar (Parte I)

Gómez & Moreno

Existe um assunto que precisa ser mais bem discutido no Brasil, por ser determinante para a sobrevivência de um gigantesco volume de negócios e de milhões de pessoas que dependem deles. Falo das empresas familiares e, mais precisamente, da enorme dificuldade que os fundadores enfrentam para garantir sua continuidade.

De acordo com o Sebrae, nada menos do que 90% dos negócios em funcionamento no Brasil são de origem familiar; uma pesquisa do IBGE, de 2010, mostrou que essas empresas respondem por metade da riqueza gerada anualmente no País (o PIB). A questão é que, ainda segundo o Sebrae, de cada cem que são fundadas no Brasil, apenas trinta chegam à segunda geração da família – e só cinco alcançam a terceira. Por que isso acontece? A continuidade de um negócio familiar depende do chamado “sonho compartilhado”.