Cidades do Alto Tietê tiveram escolas paralisadas em protesto ao bloqueio de recursos para a educação

Divulgação

Na última quarta-feira (15), cidades do Alto Tietê tiveram escolas paralisadas em protesto ao bloqueio de recursos para a educação anunciado pelo MEC. Em Mogi das Cruzes e Suzano as manifestações aconteceram durante a manhã. Em Suzano, as ruas da região central chegaram a ser bloqueadas por causa de uma passeata e foram liberadas por volta de 12h. Entidades ligadas a movimentos estudantis, sociais e a partidos políticos e sindicatos convocaram a população para uma greve de um dia contra as medidas na educação anunciadas pelo governo do presidente Jair Bolsonaro. De acordo com a Secretaria Estadual da Educação, em todo o Alto Tietê são 170.352 alunos distribuídos em 218 escolas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) informou que, em Mogi das Cruzes, das 78 escolas estaduais, 23 100% paradas. A subsede de Mogi também é responsável por Salesópolis, Biritiba Mirim e Guararema. Segundo a entidade, em Biritiba Mirim as três escolas estaduais da cidade tiveram unidades com 70%, 45% e 30% paradas. Em Guararema das seis escolas estaduais, a Apeoesp estima que a paralisação esteve em 60%. "Nós estamos tendo cortes de investimentos na educação superior e básica. Na minha concepção, a educação básica que já está sem investimento há muito tempo, os cortes nos institutos e universidades prejudicam os brasileiros como um todo", avalia Ana Lúcia Ferreira, diretora da Apeoesp de Suzano. Em Suzano, os professores da rede estadual e do campus do Instituto Federal se reuniram na Praça dos Expedicionários. Em seguida, eles saíram da praça e fazem uma passeata pela região central da cidade. Por conta do protesto, o trânsito ficou impedido em algumas ruas, durante a passagem dos professores. Já em Mogi das Cruzes, os professores se reuniram no Largo do Rosário. Eles abordaram quem passava pelo local para explicar os impactos que o bloqueio deve causar nas universidades federais. Segundo a Apeoesp, cerca de 300 pessoas foram abordadas durante esse trabalho de conscientização. “Essa greve se faz necessária pelo corte de 30% que o governo federal deu no investimento da educação. Se em 2015, fizemos greve de 90 dias denunciando toda a precariedade que tinha no governo do Estado de São Paulo por falta de recurso, as coisas tendem a piorar. Porque não vai ter recurso do federal para o estadual e vão justificar a falta de material na escola por conta disso”, explicou a diretora da Apeoesp em Mogi, Vânia Pereira da Silva. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) afirmou ter orientado "todas as escolas estaduais estejam abertas nesta quarta-feira (15). A pauta de mobilização é nacional e não está direcionada à Seduc-SP. A Pasta acredita no compromisso dos professores com os alunos. Todas as 91 diretorias de ensino devem acionar, mediante necessidade, os professores eventuais do cadastro para substituição."