Mogianos opinam sobre ‘congelamento’ do IPTU 

Medida foi adotada em meio às cobranças do ISS da Construção Civil e se estende até 2024, conforme mudança estabelecida em 2018

Divulgação/PMMC

No dia 13 deste mês, durante coletiva de imprensa, o prefeito de Mogi das Cruzes, Caio Cunha (PODEMOS), anunciou que havia enviado um projeto de lei para a Câmara Municipal que estenderia a diminuição da cobrança do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), de 60% para 10%, conforme estabelece o Projeto de Lei Complementar 01/2018.

O projeto, aprovado no Legislativo, estende até 2024 o percentual aprovado em 2018, que terminaria no dia 15 deste mês. Segundo o prefeito, essa medida impede o aumento real do IPTU, que sofrerá apenas correção da inflação, uma vez que o valor fica limitado em relação ao exercício anterior (2017). Em suas redes sociais, Caio Cunha também disse que a iniciativa trará mais estabilidade ao munícipe e contribuirá para amenizar os impactos financeiros.

Para compreender a opinião da população sobre as medidas adotadas, O Novo entrevistou os cidadãos de Mogi das Cruzes pelas redes sociais, questionando-os sobre como avaliam o projeto. Segundo o publicitário Carlos Eduardo Bianchi, o curso de ação escolhido pela Prefeitura não foi inteligente. “Quando vereador, o atual prefeito usou a questão do imposto como ferramenta na época de campanha”, relembra, acrescentando: “Não vai aumentar o IPTU, mas não vai deixar de cobrar o valor atual mais o ISS, ou seja, não muda nada”.

Já para Lucas Faria, outro morador da cidade, a medida não alivia a situação enfrentada pelos munícipes. “Nós somos pobres. Não estamos preocupados com o dinheiro que vai sair ou não do nosso bolso futuramente, mas sim com o dinheiro que vamos ter que usar para pagar o ISS agora”, relata. Ele ainda ressalta que, neste momento, muitas famílias ainda estão em luto pelas perdas provocadas pela Covid-19.