Devido à greve dos caminhoneiros, supermercados estão ficando sem estoque de produtos

Nesta sexta-feira, 25, caminhoneiros entraram no quinto dia de paralisação contra o preço dos combustíveis. Vinte estados e o Distrito Federal participam da manifestação. Devido ao protesto, motoristas de Guararema, Jacareí e outras cidades passaram a enfrentar dificuldade para encontrar combustível nos postos, que ficaram desabastecidos. Outra preocupação gerada pela greve foi a respeito da distribuição dos alimentos nos supermercados. Na tarde de ontem, a redação do O Novo questionou representantes de supermercados guararemenses. Georges Neto, que falou em nome do Mago Supermercados, afirmou que o estabelecimento já está sendo afetado pela paralisação. “Faz três dias que estamos sendo afetados pelo desabastecimento. Ontem conseguimos ir ao Ceasa em São Paulo e desviamos de muitas barreiras no trajeto para chegar com os produtos”, alegou. Alguns itens, segundo o fiscal de loja, já sofrem alteração de preços. “Na parte perecível, de hortifruti e açougue, já estamos sentindo o desabastecimento há dois dias. Com relação a mercearia em geral e produtos industrializados temos uma margem de segurança de 10 dias, mas pode ser que diminua este prazo de acordo com a procura da população”, ressaltou. Segundo ele, o supermercado tem contado com forte movimento nos últimos dias. O empresário Irineu Monteiro, que falou em nome do Monteiro Supermercados, disse que apoia a paralisação. Com relação ao supermercado, ele disse que caso a greve se estenda a tendência é que acabem os estoques de produtos perecíveis, como carnes, aves, frutas, verduras e legumes. Segundo Irineu, a procura por alimentos perecíveis cresceu ao longo da semana. Na página do Jornal O Novo, no Facebook, questionamos os leitores com relação à greve. Até o fechamento desta edição, apenas 1¢% dos leitores reagiu contra e mais de 60 pessoas foram favoráveis. Apesar de acordo firmado na quinta-feira, 24, entre os líderes dos caminhoneiros e o governo em reunião de mais de seis horas, a paralisação não foi suspensa até a sexta-feira, quando o presidente Michel Temer se pronunciou. Segundo ele, foi acionado um plano de segurança que inclui o uso de tropas federais para desbloquear estradas em meio a protestos de caminhoneiros em 24 Estados e no Distrito Federal. O presidente ainda pediu aos governadores dos Estados que também mobilizem as polícias locais para garantir a livre circulação.