Dias cinzas, Setembro Amarelo

Mais uma vez demos início ao Setembro Amarelo. Esta é uma estratégia de prevenção ao suicídio, idealizada pelo Centro de Valorização da Vida (CVV) há três anos, em parceria com o Conselho de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria. 
Cada vez mais em pauta nacionalmente, o suicídio é visto pela autoridades como um grave problema de saúde pública. O assunto já foi um tabu maior, mas atualmente ainda enfrenta dificuldades na identificação de sinais, oferta e busca por ajuda, justamente por conta de preconceitos e falta de informação.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) explica que 90% dessas mortes poderiam ser evitadas, ou seja, existe uma saída; a questão é encontrá-la de fato. Entre os fatores de risco para o suicídio estão transtornos mentais, como depressão, alcoolismo, esquizofrenia;  isolamento social;  perdas recentes e condições incapacitantes. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que estes aspectos não podem ser considerados de forma isolada e cada caso deve ser tratado de forma individual.
No Brasil, a cada 45 minutos um brasileiro tira a própria vida, segundo o CVV. Essa é a quarta causa mais comum de morte entre jovens, o que é uma triste constatação. A vitalidade pressuposta a essas pessoas de menos idade por vezes não existe como imaginamos e, o pior, podemos perceber que alguém passava por um problema quando já é tarde demais. 
O mal que antecede e leva ao suicídio é silencioso. Quem chega ao ponto de tirar a própria vida, na verdade não o faz porque quer morrer. O desejo maior é findar uma dor, parar de sofrer e de viver dias cinzas.
Para que sentimentos ruins agravados por N fatores sejam atenuados de modo a salvar vidas, o CVV realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntaria e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, e-mail e chat. Mais informações podem ser obtidas pelo número 188.