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Greve nas universidades federais; Impasse nas negociações e adesão nacional

Paralisação já dura 49 dias e afeta mais de 500 campi em todo o país; governo e servidores permanecem sem acordo

Sara Virginia

Publicado

há 1 mês

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Greve nas universidades federais; Impasse nas negociações e adesão nacional

Foto Reprodução: Agência Brasil

A greve dos servidores da educação federal continua sem previsão de término após a reunião entre os grevistas e o Ministério da Gestão, realizada na última segunda-feira, 3 de junho, terminar sem acordo. Com isso, a paralisação, que já dura 49 dias, afeta mais de 500 campi, incluindo universidades, institutos e escolas federais.

Os representantes dos trabalhadores informaram que a proposta apresentada pelo governo não foi aceita. O governo, por sua vez, afirmou que só voltará a negociar quando tiver uma nova proposta concreta a oferecer. As reivindicações dos grevistas incluem a recomposição salarial, reestruturação das carreiras e reajuste dos auxílios e bolsas estudantis. Eles também destacam a necessidade de recomposição do orçamento das instituições, alegando sucateamento ocorrido em administrações anteriores.

Adesão Regional à Greve

No Norte do país, a greve envolve os servidores técnico-administrativos dos 18 campi do Instituto Federal do Amazonas (Ifam) desde 15 de abril. No Pará, professores e servidores da Universidade Federal do Pará (UFPA), Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) continuam paralisados, assim como os 18 campi do Instituto Federal do Pará (IFPA). No Acre, a paralisação afeta técnicos e professores da Universidade Federal do Acre (UFAC) e seis campi do Instituto Federal do Acre (IFAC). Em Roraima, os docentes da Universidade Federal de Roraima (UFRR) estão paralisados desde 22 de abril. Em Rondônia, técnicos e docentes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e 11 campi do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) seguem em greve. No Amapá, a greve inclui técnicos e docentes da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e cinco campi do Instituto Federal do Amapá (IFAP). No Tocantins, a paralisação envolve professores e técnicos da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e três unidades do Instituto Federal do Tocantins (IFTO).

Na região Nordeste, em Alagoas, técnicos e professores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e 17 campi do Instituto Federal de Alagoas (IFAL) estão em greve. Na Bahia, a paralisação afeta a Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), além de 24 campi do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e 14 campi do Instituto Federal Baiano (IF Baiano). No Ceará, a greve abrange a Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA), Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e 33 campi do Instituto Federal do Ceará (IFCE). No Maranhão, a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e 25 campi do Instituto Federal do Maranhão (IFMA) estão paralisados. Na Paraíba, técnicos e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e 21 campi do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) seguem em greve. Em Pernambuco, a paralisação inclui a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e cinco campi do Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). No Piauí, técnicos e docentes da Universidade Federal do Piauí (UFPI) e 17 campi do Instituto Federal do Piauí (IFPI) continuam paralisados. No Rio Grande do Norte, a greve envolve a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Em Sergipe, técnicos e docentes da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e dez campi do Instituto Federal de Sergipe (IFS) estão em greve.

No Sul, no Paraná, a greve afeta técnicos e docentes da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e 28 campi do Instituto Federal do Paraná (IFPR). No Rio Grande do Sul, as atividades acadêmicas estão suspensas parcial ou totalmente devido às cheias, dificultando a inclusão no levantamento. Em Santa Catarina, 13 dos 15 campi do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e 22 campi do Instituto Federal Catarinense (IFC) estão em greve, além da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que enfrenta uma greve parcial.

No Sudeste, no Espírito Santo, a greve abrange professores e servidores da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) desde 15 de abril. Em Minas Gerais, a paralisação afeta a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Universidade Federal de Viçosa (UFV), Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Universidade Federal de Alfenas (UNIFAL), Universidade Federal de Lavras (UFLA), Universidade Estadual de Minas Gerais (UEMG), Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e 28 campi do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG). Em São Paulo, docentes da Universidade Federal do ABC (UFABC), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e pelo menos seis institutos federais estão em greve. No Rio de Janeiro, professores e servidores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e 15 campi do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) permanecem com as atividades paralisadas.

No Centro-Oeste, em Goiás, a greve envolve técnicos da Universidade Federal de Goiás (UFG), Universidade Federal de Catalão (UFCAT) e Universidade Federal de Jataí (UFJ), além do Instituto Federal de Goiás (IFG) e Instituto Federal Goiano (IF Goiano). No Mato Grosso, técnicos e docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e 18 campi do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) estão em greve. No Mato Grosso do Sul, a paralisação afeta a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) e dez campi do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS). No Distrito Federal, a greve atinge docentes e técnicos da Universidade de Brasília (UnB).

O prolongamento da greve reflete a insatisfação da comunidade acadêmica com as propostas governamentais e a necessidade de avanços nas negociações para atender às demandas dos trabalhadores da educação federal.

Sou uma profissional versátil que encara os desafios com paixão e dedicação. Meu interesse pela leitura e busca constante por informações que enriqueçam meu cotidiano são características fundamentais. Atuo como Executiva de Novos Negócios na @evvecomunicacao, onde meu foco está em identificar e desenvolver oportunidades estratégicas, além de manter relacionamentos sólidos com clientes e parceiros. Minha formação acadêmica é em Gerenciamento de Processos, especializada em otimização e gestão eficiente para alcançar metas organizacionais. Além disso, sou casada e mãe de dois meninos, João Abner e Henry Lucca. Nas horas vagas, exercito minha paixão pelo jornalismo digital, compartilhando insights relevantes através das mídias sociais e site de noticia deste portal.