Alto Tietê

Alto Tietê sofre com déficit de vacinas de cerca de 25% para trabalhadores de saúde

Estimativa aponta que para imunizar 100% da classe ainda serão necessárias mais 18 mil doses

Redação

Publicado

há 3 anos

em

Alto Tietê sofre com déficit de vacinas de cerca de 25% para trabalhadores de saúde

Irineu Júnior

As cidades do Alto Tietê junto a Guarulhos receberam pouco mais de 70 mil vacinas destinadas para aplicação da primeira dose aos trabalhadores da saúde, grupo prioritário na fase 1 da vacinação. Porém, há um déficit de pelo menos 25% na quantidade necessária para atender toda essa categoria na região, segundo levantamento da Câmara Técnica de Saúde.

O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (CONDEMAT) solicitou novamente à Secretaria de Estado da Saúde, nesta quinta-feira (04)  o envio de mais doses de imunizantes contra a Covid-19 para a cobertura vacinal de 100% dos trabalhadores da saúde, como previsto nos planos estadual e nacional de Imunização. 

A coordenadora da Câmara Técnica de Saúde, Adriana Martins, apontou quantas doses ainda são necessárias chegar para a imunização de todos os profissionais da saúde atuantes nas 12 cidades “Estimativa dos municípios mostra que são necessárias mais 18 mil doses de vacina para imunizar 100% dos trabalhadores da saúde que atuam nessa região. O envio desse quantitativo é essencial para assegurar a cobertura vacinal desse grupo prioritário da primeira fase, principalmente porque na próxima semana teremos o início de outra parcela prioritária, que é a dos idosos”.

O déficit existe porque para disponibilização das doses da vacina Covid-1, o Centro de Vigilância Epidemiológica utilizou como base de cálculo a Campanha de Vacinação Nacional de Influenza (H1N1) do ano passado, a qual se mostra defasada diante do número de vacinados na ocasião.

“Este critério adotado para a quantificação de vacinas não corresponde ao cenário atual já que na campanha da Influenza do ano passado houve uma abstenção muito grande por ser realizada em meio ao pico da pandemia e, principalmente, pelo fato de a vacina não ter o mesmo apelo da imunização da Covid-19”, argumenta  a coordenadora da Câmara Técnica. 

O quantitativo recebido pelos municípios também não considera profissionais liberais constantes na terceira nota técnica, que inclui uma grande gama de trabalhadores como fisioterapeutas, farmacêuticos, cuidadores, trabalhadores administrativos e de limpeza de unidades de saúde, funcionários do sistema funerário, estagiários da área de saúde, entre outros. 

“Sabemos que é direito de cada trabalhador da saúde ser vacinado nesta primeira fase, como previsto nos planos estadual e nacional, porém o quantitativo que os municípios receberam é muito inferior diante da nossa real necessidade. Precisamos ter a garantia de que receberemos novas doses para a imunização de 100% deste público e o consórcio tem feito gestões junto ao Estado para pleitear isso”, explica Adriana. 

Até o momento, os municípios da região receberam três remessas de vacina. A primeira, em 20 de janeiro, com 28.750 doses da Coronavac; a segunda em 26 de janeiro, com 22.110 doses da Oxford; e a terceira, nesta semana, com mais 27.520 da Coronavac, das quais 7.640 são destinadas exclusivamente para a população idosa a partir de 90 anos. Em todas essas remessas, as vacinas foram para primeira dose do público alvo.