PM que trabalhou na ação de assalto à bancos em Guararema é assassinado na capital

O cabo Fernando Flávio Flores, 38 anos, assassinado na manhã do último sábado, 4, em Interlagos, zona sul da capital paulista, morava a menos de 4 km de dois dos 11 integrantes da quadrilha especializada em roubar caixas eletrônicos mortos em uma ação da Rota em Guararema. Segundo o que consta nos registros, a casa do assaltante Rogério Machado Coelho ficava a 3,9 km de distância da casa do cabo Flores, o segundo PM da Rota executado em um intervalo de 10 dias no Estado. Na ficha de Registro Civil de José Cláudio Borges de Castro, 49 anos, também morto pela Rota em Guararema, consta a distância desse local à rua onde morava o cabo Flores é de 3,8 km. Policiais civis e militares e promotores de Justiça não descartam a possibilidade de Flores ter sido assassinado em represália à ação da Rota na cidade de Guararema. O fato de o PM ter morado nas proximidades da casa de dois assaltantes mortos em Guararema, também pode ter sido um dos motivos de seu assassinato, uma vez em que, ele estava exposto por morar num bairro periférico, onde se encontram membros de facções criminosas. De acordo com investigações do Ministério Público Estadual, o PCC (Primeiro Comando da Capital) possui membros que são responsáveis por investigar a vida de promotores, policiais militares e agentes penitenciários para então efetuarem ações como essa. Segundo a Polícia Civil, um dos assassinos do PM é exímio atirador, pois segurava o fuzil com apenas uma mão, como mostram as imagens de câmeras de segurança da rua onde ocorreu o crime.