Índices de empregos voltam a ficar positivos na região

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Após dois meses de resultados negativos, as indústrias do Alto Tietê voltaram a gerar empregos em abril, segundo o levantamento divulgado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) nesta quarta-feira , (15). No mês de abril, foram cerca de 300 contratações, uma variação de 0,48%. E neste ano, o saldo chega a 600 empregos criados. A situação, porém, é bem pior que nos quatro primeiros meses de 2018, quando foram abertas quase 3,5 mil vagas. Os números correspondem a oito municípios da região do Alto Tietê: Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano. O Alto Tietê ficou em 13º lugar na geração de empregos em abril, entre as 18 regiões do Estado. Com o resultado do mês, o mercado de trabalho na região recuperou as perdas registradas em fevereiro e março e acumulou um saldo de 1,02% no nível de emprego. “Os números revelam uma instabilidade ainda muito grande no setor industrial, decorrente do cenário econômico incerto que temos hoje. Os resultados até agora mostram que 2019 está longe das expectativas que tínhamos para recuperação dos negócios e pior do que 2018. Enquanto nos quatro primeiros meses do ano passado a indústria do Alto Tietê gerou 3.450 empregos, temos de janeiro a abril deste ano 600 postos criados”, constata José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê. Para o diretor, o lado positivo é que mesmo distante do cenário desejado, o Alto Tietê tem conseguido manter indicadores positivos. “Estamos num patamar razoável frente a outras regiões industriais do Estado, decorrente principalmente da diversidade do nosso parque fabril. Mas ainda é uma recuperação tímida e incerta, visto as recentes projeções de redução no crescimento do PIB e em alguns outros setores da economia”, conclui Caseiro. O nível de emprego industrial na Diretoria do Ciesp Alto Tietê no mês de abril/2019 foi influenciado pelas variações positivas de produtos alimentícios (7,55%); produtos químicos (0,62%); produtos têxteis (0,42%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (0,33%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do indicador total da região.