O Poder do Amor

Muitos leitores assistiram ao aclamado filme Titanic, que retrata o romance de uma jovem abastada com um rapaz de origens humilde, tendo como pano de fundo o naufrágio do navio Titanic. Além da beleza da narrativa, o filme conta com a música My Heart Will Go On, da cantora canadense Celine Dion. Entretanto, poucos sabem que houve o risco de Celine Dion não ter gravado essa música... Celine Dion é a 14ª filha de Ademar Charles e Teresa Dion. Aflita com a gravidez, Teresa cogitou abortar a filha. Entretanto, segundo palavras de Celine Dion, um padre desencorajou sua mãe disso e Teresa deu a luz dia 30 de março de 1968. “Então, eu tenho que admitir que, de um jeito, eu devo minha vida àquele padre”, disse a cantora. Esse não é o único fato notável na sua vida. Em 1999, no auge da música My Heart Will Go On, seu marido foi diagnosticado com câncer. Preocupada com isso, Celine suspendeu sua carreira até 2002 para se dedicar aos cuidados da família. Ainda assim, seu retorno foi condicionado a apresentar-se unicamente em Las Vegas, abrindo mão de turnês internacionais justamente para estar mais próxima do marido e do filho. Em 2014, seu marido René Angelil foi novamente diagnosticado com câncer. Resultado: Celine Dion interrompeu novamente a carreira para cuidar do marido até 2016, ano no qual ele faleceu. Questionada num programa televisivo se ela se arrependia de colocar a vida profissional de lado pelo marido, ela respondeu: “Ele foi o único homem que eu beijei na minha vida, que eu namorei, então, hoje, eu diria que não”. Num mundo em que muitos preferem ter coisas a filhos, o testemunho da cantora choca por ir de encontro ao espírito da época no mundo das celebridades, marcado pelo divórcio, ostentação, lascívia e deselegância. Uma pessoa que quase foi abortada sabe muito bem o quão valiosa a vida é, que não se deve desperdiçá-la no repertório de futilidades difundidos por meios de comunicação de larga escala. Na mesma linha, vale conhecer o relato do Pe. Paulo Ricardo de Azevedo. Ele, terceiro filho de um casal católico, nasceu de uma gravidez não planejada. Apesar de seu pai ter certa vez vendido um relógio para poder comprar pão, sua família acolheu-o como um membro muito querido. Hoje, ele realiza um belíssimo trabalho apostólico por meio de seu site padrepauloricardo.com.br. E, fazendo dele minhas palavras, proclamo: “Viver é bom demais!”.