O respeito que nosso futuro exige

F alar sobre o futuro de cada um de nós é abrir caminho para pensar em como estaremos nos mais diversos âmbitos da vida. Vamos ter construído família? Estaremos ricos? Teremos uma boa saúde? Quantos países teremos conhecido até lá? São inúmeras as questões que podem surgir em nossa mente mas aqui trataremos do seguinte foco, que exerce poder sobre todos os demais: envelhecer com dignidade.  Dados de 2016 da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, indicaram 7.550 registros de ligações para o Disque 100,  relativas a violações de direitos contra os idosos, o que representou 27% do total de denúncias recebidas no Estado de São Paulo.  Quase 70% dos casos ocorreram dentro de casa, a maioria deles por negligência (39%). A violência psicológica apareceu em seguida, com 26%. O abuso financeiro e a violência patrimonial obtiveram 17% das denúncias. Assim, cabe a nós pensar a respeito do cuidado, ou melhor, a falta de cuidado, que estamos tendo com os mais velhos. Envelhecer faz parte do ciclo natural da vida e ninguém deve ser desprezado, ainda mais por familiares, por conta de limitações que podem surgir ou  por não ser mais tão “ativo” como antes. É preciso estender os braços a quem tanto fez por nós, demonstrar carinho e atenção às necessidades.  Futuramente, teremos um momento no qual sentiremos na pele o que é ser idoso. O desejo é que até lá todos aprendam e compartilhem com os demais os modos sensatos de lidar com as mais avançadas gerações. Em 15 de Junho, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. A data foi instituída pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e visa sensibilizar a sociedade em defesa e combate à violência contra idosos e a garantia do envelhecimento de forma saudável, tranquila e com dignidade. Que voltemos nossos olhos a essa parcela da população, da qual ainda faremos parte.