Daniela Aguiar abraça causa de mulheres afrodescendentes que buscam expandir seu negócio no mercado de trabalho

Na semana da Consciência Negra, mulheres empreendedoras guiadas pela empreendedora Daniela Aguiar se unem em evento para aumentar a rede de relacionamento

Reprodução / TV Diário

Dia 19 de novembro é comemorado o Dia do Empreendedorismo Feminino e dia 20, o Dia da Consciência Negra, Daniela Aguiar de 33 anos, empreendedora engajada se orgulha por ser cerimonalista de eventos e assessora e pelo trabalho que realiza com mulheres negras que pretendem profissionalizar seus negócios. 
Daniela é da cidade de Jacareí, formada em administração de empresas, há três anos atua no ramo do empreendedorismo. "De início trabalhar com eventos começou como plano b e hoje virou o plano a", disse. 
Em homenagem a semana da Consciência Negra e ao dia da mulher empreendedora, Daniela, aproveitou as duas importantes datas e realizou o primeiro evento Black Business em Jacareí voltado para mulheres negras empreendedoras. 
"Empreender não é fácil, ainda mais sendo mulher, e sendo negra. Hoje mais de 55% da população do Brasil se declara negra então é fácil encontrar empreendedores no meio dessa população", afirmou. 
Daniela e suas amigas abraçaram a causa afro-brasileira e tem realizado um trabalho de ajuda a outras mulheres talentosas. "Nós temos muitos talentos na comunidade afro-brasileira mas falta oportunidade, ensino, apoiadores, então eu e um grupo de amigas decidimos dar o pontapé inicial para ajudar outras mulheres a saírem do amadorismo e colocar em prática sua empresa regularizar suas empresas, trabalhar profissionalmente e com excelência". 
Dentro do evento Black Business existe um movimento chamado "se não me vejo, não compro, não consumo", onde o afrodescente quer se identificar com o fornecedor. O papel principal de Daniela é ligar essas fontes de identificação e mostrar para esses clientes que tem uma afroempreendedor perto dele e que vai atendê-lo. 
"Meu papel principal é dar forças para as mulheres afroempreendedoras, mostrar que elas não estão sozinhas, e que ela pode largar o fundo do quintal de sua casa e profissionalizar seu negócio", finalizou.